Zonas de refúgio

Dos grupos étnicos, firmes expoentes da negritude, é necessário destacar: os bantus e os negros sudaneses. Apesar de certas diferenças, devidas mais a determinadas circunstâncias históricas do que à vontade dos protagonistas, ambas as etnias mantêm a sua unidade cultural e lingüística. A raça bantu é originária dos grandes lagos africanos e não se viu misturada com outros grupos, tais como os bereberes islamizados, mouros ou quaisquer outros povos de tradição islamita-semita.

Os bantus regiam-se por monarcas que pretendiam, em todos os casos, conseguir a paz para o seu povo.

Eram denominados "kakabas" e a relação com o resto da população, ou com outros territórios circundantes, não se fazia diretamente, senão que utilizavam tambores para se comunicarem. Também, segundo as proporções do som ou as variações do ritmo dos tambores, se podia deduzir o poder dos reis bantus. Os tambores - alguns tinham até dois metros de raio - depositavam-se no interior de lugares sagrados e templos.

Quem os guardava e se encarregava de tocar formava uma casta privilegiada e eram muito considerados pelas tribos e reinos dos grandes lagos. Atualmente, os bantus encontram-se assentados na ilha de Madagascar e, na opinião de etnólogos e geógrafos, devem considerar-se "fora do continente negro". Considera-se os pigmeus como descendentes dos primeiros povoadores do continente africano. “Permanecem nas "zonas de refúgio”, constituídas por extensas terras selvagens, onde a água da chuva se mantém no mesmo lugar onde caiu para, assim, formar uma imensa selva virgem, uma selva-esponja, saturada de água, com os maciços espessos de árvores gigantes, com o monte escuro e silencioso, resistente a qualquer roturação, hostil ao estabelecimento humano e, inclusive, à circulação, salvo a que se faz pelos rios; região de vida precária, isolada, baseada na pesca e na caça".

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