Pequenos gênios e gigantes

A variedade de lendas da África negra é devida à diversidade de tribos que a habitam. Em muitas populações tinha-se em grande estima o ancestral dos seus antepassados e, ainda que o seu território fosse invadido por outros povos de costumes e ideias diferentes, nunca deixaram que os seus ritos e mitos se perdessem. É o caso de algumas tribos de pescadores e camponeses que moravam nas proximidades do Níger, que viram invadida a sua própria idiossincrasia por outros povos, especialmente muçulmanos. No entanto, as crenças e a força dos seus mitos quase não perderam personalidade. Continuaram adorando os espíritos e GÊNIOS que moravam na natureza e que se tornava necessário aplacar, e manter contentes, para que as colheitas não se esgotassem e para que a pesca fosse abundante.

O ar, a terra e o rio estavam cheios de espíritos - o que implica o conceito animista que tinham os negros africanos da natureza - aos quais se acudia, e se invocava, quando se necessitava de uma ajuda superior. Havia também certas lendas onde aparecia o polífago gigante Maka que, para satisfazer o seu voraz apetite, necessitava devorar animais tão enormes como os hipopótamos; e quando se dispunha a saciar a sua sede, alguns dos lagos próximos se viam seriamente afetados.

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