A nossa história

Hoje, em consequência das escavações e estudos que se levam a cabo em toda a África - muito especialmente em zonas que, até o presente e não se sabe com que critérios, tinham sido relegadas - se detectaram provas suficientes para concluir que foi neste território onde começou o processo de hominização. Em qualquer caso, os achados dos especialistas e investigadores nos levam a concluir que a África foi um dos mais importantes focos de cultura pré-hominídea. Os elos da cadeia que nos une aos nossos mais ancestrais antepassados se encontram no continente negro. Outro fator a ter em conta, no momento de julgar o escasso avanço dos estudos levados a cabo no continente negro, é aquele que se refere às condições adversas do seu solo; a acidez do solo africano desgasta com prontidão qualquer vestígio, especialmente os restos fósseis. No entanto, hoje se sabe que foram os primeiros hominídeos do continente africano os que, devido às suas peculiaridades físicas e somáticas - por exemplo a sua pele sem pêlo, a sua produção de melanina que lhes dará a adequada pigmentação, a sua abundância de glândulas sudoríparas, o seu cabelo encaracolado, etc. - iniciaram o denominado processo de adaptação ao meio, com o qual começará, sem nenhuma dúvida, a hominização propriamente dita. A importância deste processo é capital, pois num princípio, o hominídeo se caracteriza pela sua atitude prática, dado que pretende primordialmente construir toda uma série de artefatos que o levam a dominar as técnicas da pesca, a caça e a agricultura. Como para isso deve contar com ferramentas diversas, transforma-se em "homo faber" e "homo habilis", daqui a constituir o nosso seguro antepassado, o "homo sapiens", há apenas uma mínima distância.

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