Artesões e Ferreiros

Tudo o que se acaba de dizer serviu para que alguns investigadores exprimam, com contundência, as suas teses favoráveis a provável influência das grandes civilizações norte-africanas sobre as culturas desenvolvidas no mundo negro e sobre a sua estrutura social. Alguns achados relevantes vêm avalizam a tese exposta. Por exemplo, encontraram-se pérolas de vidro egípcio em áreas do território do Gabão, e também pequenas representações e efígies do deus Osíris em zonas situadas ao sul do rio Zambeze e nos territórios do oriente do Congo. Talvez tudo isso não signifique uma prova concluinte da incidência da civilização egípcia no mundo negro, mas, no entanto, se abrem expectativas pelas quais pode afirmar-se que, no campo artístico e técnico, existiu certa relação; o caso mais claro é a utilização, por ambos os povos, da técnica da fundição com cera. Não obstante, já desde o ano 3000 (a.C), as tribos da zona do Níger, por exemplo, conheciam a metalurgia do ferro e, desde épocas muito remotas, já tinham formado uma espécie de grêmios, ou sociedades de ferreiros, que se constituíam em castas e trabalhavam o estanho e a metalurgia do ferro.


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