Zaratustra

Muito pouco se sabe da verdadeira história de Zaratustra, de Zoroastro, como o chamaram os gregos, e apenas se pode supor, pelo que se conta sobre a sua vida eremita e contemplativa, que devia ter sido um clérigo-cantor estático, um zaotar, dos que se isolavam para, na sua solidão e com a ajuda de substâncias tóxicas ou alucinógenas, tentar entrar no transe que lhes permita ascender às regiões superiores da divindade, até converter-se, como ele próprio o descreve, num Saoshyans, num sábio. Supõe-se que nasceu ao redor dos 628 a.C. na antiga cidade de Rhages, na Pérsia, no atual Irã que agora se chama Rayy.

Segundo a lenda, conta-se que Zaratustra nasceu com o sorriso no seu rosto, como presságio da felicidade que trazia o predestinado menino. Calcula-se que morreu no ano 551 a.C., mas não se sabe com certeza onde aconteceu a sua morte nem se conhecem muitos mais dados da sua vida. O que nos transmitiu foi a sua revelação, que - aos trinta anos de idade - teve do deus único, Ahura, o Ormuz que chegou também pela mão dos gregos. Zaratustra já recebeu uma mensagem divina aos vinte anos de idade, quando Deus lhe ordenou que abandonasse a sua vida familiar para sair à procura de outra forma de vida, entregue à verdade e ao auxílio dos que nada possuíam, dando comida, bebida e refúgio do fogo aos humanos e animais que necessitassem deles. Após sete anos de retiro hermético, Zaratustra alcança finalmente a perfeição e é premiado com a mensagem divina que lhe trazem os arcanjos ao alcançar o estado de êxtase perfeito, levando-o à presença de Ahura. Essa revelação está escrita no livro do Avesta, que foi, além de um texto sagrado, uma rebelião contra o politeísmo inicial, uma revolta contra a antiga ordem dos persas.

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