Um pouco de história

Para situar melhor o contexto histórico da cultura Azteca, digamos que os aztecas, um povo nahua, tinham chegado ao vale de México vindo do norte, mas sem que se possa precisar a sua origem, e fundam México em 1324, a sua capital, sendo, pois, a última das grandes civilizações que se instalam na zona e posteriores aos toltecas, que desalojam no poder, e os milenários maias, embora o seu império se desmorone completamente em 1521, enquanto os maias continuariam em pé durante outros cento e oitenta anos, depois de terem existido durante mais de dois mil e quinhentos anos. A sociedade Azteca estava estratificada em classes, duas superiores (sacerdotes e guerreiros), intermédias (comerciantes, dos camponeses e povo) e a inferior (os escravos).

A terra era propriedade de todos, embora os teocalli ou templos tivessem as suas próprias terras, as teotlalpan (terras dos deuses) e os clãs eram a única forma de se transmitir e manter o poder, embora a grande maioria residisse na imensa legião de sacerdotes (um milhão, segundo os cronistas) que se ocupavam dos quarenta mil templos abertos em todo o império Azteca, e aos quais havia que pagar tributo, entregar as primícias da terra e prestar trabalho obrigatório. Além de servir as necessidades de tão vasta igreja, os produtos guardados nos celeiros e nos silos também serviam para ajudar a povoação em épocas de escassez. Por sua parte, os reis aztecas procuravam que a maior parte destas obrigações para com a religião e para com a sua própria corte fosse por conta dos povos conquistados, aliviando assim a sua gente, ao mesmo tempo em que se favoreceria o militarismo da casta guerreira, apresentado como uma vantagem para o povo devido à permanente conquista de territórios e à aliança com os povos fronteiriços.

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