Os Persas

Os persas, as famílias de parsis e de medos, surgem na história da Mesopotâmia com força, relevando o império assírio e ocupando as suas capitais durante um breve período. Assim Nínive cai em seu poder no ano 606 a.C. e Babilônia passa a ser parte dos seus domínios no ano 538 a C, sob Ciro II. Os persas criam por sua vez um império ainda maior e poderoso que se estende por quase todo o território da Ásia Menor, englobando desde a fronteira natural com o subcontinente índio pelo Este, o Cáucaso pelo Norte, a península arábica pelo sul e as costas do Mediterrâneo pelo Oeste, incluindo nos seus extensos domínios as colônias adstritas à esfera de influência grega. Esta extensão geográfica e a diversidade de povos submetidos à influência política persa vai fazer nascer uma nova religião composta, em partes iguais, pelas tradições indo-iranianas e pelos mitos particulares de cada uma das zonas englobadas no novo e grande Império, numa muito vasta e mutante crônica, com altos e baixos militares, mas com uma história brilhante que se estende por mais de um milênio, através das dinastias aquemênides (até ao ano 330 a.C.), arsácidas (até ao ano 224) e sassânidas (até ao ano 654), até o momento em que a nova força religiosa e conquistadora do Islã termine, pela força das armas e quase completamente, com a rica tradição mitológica persa, acabando também com a religião que tinha sido fundada por Zaratustra no século VII a.C., exposta nos textos do Avesta, a base ideológica persa que permitiu a coesão do extenso e duradouro império a partir da última dinastia, a sassânida, e que seria mais tarde aumentada e reformada com a nova idéia do maniqueísmo.

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