O Mistério de Mitra

Na reserva e exclusividade dos reduzidos mitreus celebrava-se o mistério da vida e ressurreição, o culto mistérico de Mitra, o triunfador sobre a morte e doador de vida, o condutor de almas e o salvador dos humanos. O mistério de Mitra deve reconstruir-se também pelos restos arqueológicos, artísticos, dos mitreus, pois não há mais dados do que aqueles que ficaram gravados em suas paredes. Celebravam os banquetes de união entre os iniciados e também as provas de admissão à iniciação. Essas provas que eram set simbolizavam a passagem da alma humana pelas sete esferas planetárias, como no devido momento instituíram os assírios sobre o culto persa. Os sete graus eram estes:

1.º o corvo

2.º o oculto sob o véu nupcial

3.º o soldado

4.º o leão

5.º o persa

6.º o mensageiro do Sol

7.º o pai

Após as provas correspondentes, umas de piedade, outras de doutrina, outras físicas, após essa passagem pelos sete graus, o fiel podia considerar-se dentro do clã de Mitra, do grupo dos iniciados no culto mistérico, com o tácito diploma de fidelidade e pertinência ao Senhor do céu; porque nestes cultos mistéricos, a ideia era (e continua a ser nas maçonarias e outros ritos iniciáticos e simbólicos) a de fazer passar o iniciado pelas provas de dificuldade crescente, fazendo-o avançar gradualmente pela depuração terreal, antecipando-se às provas após a morte, fazendo no templo o que se supõe que a alma que tivesse passado as sete esferas planetárias da mão de Mitra teria tido que fazer para alcançar a vida eterna.

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