A Morte no centro da vida

O mito Azteca, como todos os mitos da América Central, girava ao redor da morte; a sua religião exigia sacrifícios de sangue e se movia ao redor de uma plêiade de divindades da morte e de muitas outras entidades menores e terríveis. Sobre todas essas criaturas do tenebroso mito infernal regiam, a partir do nono círculo, o mais recôndito do universo escuro de Chicnaujmichtla, os esposos Mictlantecuhli e Mictecacihualtl.


O Universo estava composto por uma série de planos paralelos, que iam dos nove, ou treze, exteriores, onde residiam os deuses (nos planos superiores) de planetas e astros que se vêem no firmamento, passando pelos céus e suas cores.

Sob o plano do nosso mundo, debaixo desse disco que está no centro do Universo (rodeado por água em toda a sua periferia), se sucediam os planos paralelos, que aqui somavam nove, terminando no inferno para o qual iam as almas dos seres anônimos. Esse caminho durava quatro anos através de duras provas às quais eram submetidas às almas que não foram escolhidas por Huitzilopochtl, o grande deus supremo e divindade do Sol, que só se preocupava da morte dos seus escolhidos, os guerreiros. Ou ainda, aqueles que não foram escolhidos por Tlaloc, o deus das chuvas e a água, a quem correspondia os que tinham morrido pelas águas exteriores do céu e da terra, pelas tempestades e pelos raios, e por causa de doenças relacionadas com as "águas" interiores do corpo humano, numa estranha assimilação da gota e da hidropisia à água das nuvens, dos mares e dos rios.

O nosso mundo, como os céus situados sob os deuses, tem quatro cores que situam nas suas quatro partes componentes: diante do preto do país da morte, situado ao Norte, está o azul, que corresponde ao país do Sul; diante do levante de cor branca, está o poente de cor vermelha.

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