Mitos Algonquinos

Perante os excessivamente frugais Atapascan, a nação Algoquina exibe uma mitologia muito mais rica e extensa, começando pela curiosa figura dual de Gluskap, o astuto deus (o seu nome significa "mentiroso") irmão gêmeo de Malsum, o lobo. Enquanto Gluskap começou a demonstrar a sua bondade criando o sol e a lua, dando forma e vida aos animais da terra, aos peixes das águas, pondo finalmente nesse mundo fértil e próspero os seres humanos para que desfrutassem de tudo isso; pelo contrário, o perverso Malsum criava ao mesmo tempo uma geografia difícil para o homem, cheia de elevadas montanhas e profundos vales, punha as serpentes e as bestas na terra, para que atacassem os homens e os seus animais, e não parava de fazer tudo o que pudesse ser um obstáculo na felicidade humana. E o perverso Malsum conheceu do seu bom irmão qual era o único modo de matá-lo: ser tocado pela pena duma coruja ou pelo rebento de um junco. Aproveitando o seu sono, Malsum matou Gluskap, mas só por um momento, porque o bom Gluskap voltou imediatamente à vida. Depois Malsum voltou a tentar o assassinato do irmão, desta vez com um rebento de junco, mas Gluskap renasceu de novo e, assim, uma e outra vez, até que o bom irmão se fartou da maldade do lobo e o atacou com a raiz de um feto, a maneira mágica de acabar com Malsum, terminando deste modo com a sua incessante e nociva maldade.

Um comentário:

Jorge Jeffscience disse...

Tem algo sobre o Stricker, não? Pensei que para os Algonquinos fosse ele quem praticamente ordenasse todos os movimentos da vida, sendo considerado o mentiroso e toda a desordem da terra se dá por conta dele, mas pela desordem vem a ordem. Por isso não o consideram ruim! Você sabe algo sobre?