Maniqueísmo - Religião de Mani

Mani (o Manes dos gregos) nasceu em 14 de Abril do ano 216 no sul da Babilônia, numa família arsácida. O seu pai, Patik, ouviu a chamada divina e retirou-se dos prazeres da mesa, odiando a carne e o vinho, como odiou o sexo, para unir-se à seita dos baptistai, como lhes chamavam os gregos, ou Al, como lhes chamavam os árabes. Com o seu pai Patik Mani viveu até à idade de vinte e um anos, para depois separar-se dele e dos baptistai; a explicação da sua separação dessa seita é dada pelo mesmo Mani, ao narrar que o seu anjo gêmeo, ou da guarda, lhe veio comunicar, em 7 de Abril de 228, que devia sair dela aos vinte e quatro anos de idade, coisa que ele fez um dia desse mês de Abril que marca constantemente os fatos da sua vida, exatamente o 19 de Abril do 240. Imediatamente, Mani converte-se no Apóstolo da Luz, no Paracleto dos gregos, anunciando a nova religião revelada, da qual ele é o seu profeta, como o foram Adão, Zaratustra, Buda e Jesus. Vai de um lado para o outro do império sassânida e a sua religião alcança tal magnitude que se estende da Pérsia ao limite ocidental da Espanha e da Gália por Ocidente, e ao limite oriental de China no ano 675, e conhecendo lá a sua consagração como religião oficial ao ser decretada pelo mesmo imperador, ao mesmo tempo que ordena o primeiro bispo maniqueu. Depois, com o decurso do tempo, voltam as tradicionais religiões chinesas a impor-se à que chegou da Pérsia e o maniqueísmo acaba no ano 843, quando se proíbe na China, mas fica assentada com força em regiões como Fukiem e Formosa até o século XIV.

Noutras zonas da Ásia, como no Turquestão, o maniqueísmo continua vivo durante séculos e só termina a sua presença quando Gengis Kan o invade nos princípios do século XIII.

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