Antecedentes do Zoroatrismo

Quando o zaotar recebe a visita do arcanjo da sabedoria, de Bou mano, com o qual vai ser iniciado nos segredos da criação e na essência única do deus Ahura, também é ensinado a comportar-se de acordo com a sua divina vontade, dado que recebe o prontuário sacro da forma em que devem ser as relações do homem com os vivos e os mortos, como há que queimar os restos mortais e não entregá-los sacrilegamente à terra, como há que cuidar dos animais domésticos, como deve ser o comportamento do ser humano com o fogo e a água, com os metais e a terra, com a vegetação e os seus frutos. Zaratustra recebe, pois, a ciência infusa, o conhecimento total de Deus, mas não é uma cerimônia fácil, dado que Ahriman também quer desbaratar esta obra e ataca o zoatar com as suas tentações, oferecendo-lhe todos os bens da terra em troca da sua promessa de não atacar o mal e os seus enviados. Zaratustra, tocado pela luz e a verdade, rejeita a oferta demoníaca e lança-se a pregar a palavra sagrada, a religião do único Deus verdadeiro. E a sua palavra ganha prova inequívoca através dos seus muitos milagres e assombrosos fatos, pois ele, com a graça de Ahura, já é Shaoshyans, um sábio que conhece todas as respostas a todas as perguntas ainda não formuladas, como soube responder com palavra justa ao malvado, ao demônio que ele descobre e sobre o qual é o primeiro em advertir a sua presença, em anunciar ao mundo do perigo da sua existência, com tanto êxito que até os reis ouvem a sua mensagem e fazem sua a doutrina invocada pelo santo Zaratustra quem, de novo, segundo o pouco que dele se sabe, nunca ocupou cargos públicos nem arrecadou fortuna ou poder, pois o simples fato do desconhecimento do lugar onde morreu, ou como foi honrado após sua morte, vem ser suficiente demonstração de que o homem de fé venceu o possível chefe religioso.

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