Lendas e Cultos da Ásia Ocidental

Outra lenda liga Ishtar a do rei da Assíria, Sargon I. Filho de pai desconhecido, é exposto numa cesta de caniço no Eufrates, salvo por um camponês, amado por Ishtar que o faz ascender à realeza.

Ao tempo de Hamurabi, em que todos os deuses concentram-se em Marduk, o nome da semita Ishtar torna-se sinônimo do nome comum “Deusa”, e todas as outras divindades femininas quase desaparecem diante dela.

Embora venerando outras divindades, notadamente Ishtar, os assírios possuem um deus principal que foi, a princípio, o deus local da cidade de Assur, antes de tornar-se seu deus nacional: Ashur. Os assírios. Os assírios, tendo organizado a mais temível força militar que o mundo conhecer antes de Roma, acreditavam honrar seu deus através de abomináveis crueldades.

Outros aspectos da vida religiosa, sobretudo na Caldéia, são menos odiosos. Os salmos da penitência pedem aos deuses perdão pelos pecados cometidos seja contra eles, seja contra outros homens, sendo alguns desses textos comparados aos salmos do Antigo Testamento.

O regime político é sempre, quer na Babilônia, quer na Assíria, uma teocracia. Todo o poder emana de um deus u dos deuses. O rei é representante do deus na terra. Seu primeiro dever é entreter os deuses.

Tal é o objetivo do sacrifício que é o ato essencial do culto. O animal do sacrifício parece ser um substituto do fiel, que deveria ser ele próprio comido pelos deuses. Como o diz um poema:
“Ele entregou o cordeiro pela sua vida. Ele entregou a cabeça de cordeiro por cabeça de homem.”
Todas as práticas do bode expiatório, todas as esperanças de salvação pela imolação de um cordeiro divino, são conseqüências ocidentais do sacrifício caldeu.

A adivinhação pelo fígado de carneiro levou os babilônicos a várias observações anatômicas.
Por outro lado, os astros observados do alto das ziggurats, ocuparam grande espaço em seu pensamento, descobriram os presságios do céu. A astrologia conduziu, assim, a importantes pesquisas nos astros e, por essa via, a precisas conclusões sobre o determinismo da natureza, bem como sobre a medida do tempo.

Os caldeus distinguiram os dias fastos dos nefastos, originando os sabás. Os sete dias da semana foram designados pelos nomes dos planetas sagrados, tradição respeitada pelos gregos e romanos.

Muitas ideias religiosas, difundidas posteriormente provem desta Mesopotâmia – onde os judeus foram obrigados a habitar durante o cativeiro da Babilônia – com o valor do céu, o valor do sacrifício expiatório, os mitos da criação e do dilúvio, e a explicação das variações das estações pela morte e pela ressurreição de um deus.

2 comentários:

larissa disse...

Oi to to procurando um saite que fale sobre lendas dos germanos mas nao acho em nenhum seera que vcs podem me ajudar?
Obrigado

Anônimo disse...

Iae passoaau blz