Lendas da Babilônia


Ao lado do Marduk, a divindade mais popular é Ishtar, deusa da estrela da manhã e da estrela da noite (atribuída ao planeta Vênus), do amor, da maternidade e da fecundidade. Prostitutas sagradas (sacerdotisas) são empregadas em seus templos, onde possivelmente realizavam-se os cultos tântricos, ou se usava a sexualidade como meio de atingir a transformação, por isso eram consideradas prostitutas sagradas.

Ishtar é a mãe, esposa e amante de Tamuz, também chamado o filho, o pastor, o senhor. Ele morre segundo certas lendas, por um javali, em outras pela própria Ishtar que desce aos infernos em busca de seu amante. Ao descer aos infernos, em cada uma das sete portas ele deve deixar uma peça de suas vestes, chega nua a frente da Rainha dos Infernos que a conserva prisioneira.

Durante o tempo de cativeiro, a terra seca, torna-se estéril, o desejo acaba, homens e animais vão desaparecer. Os deuses receando ficar sem sacrifícios, intervêm junto às divindades infernais. Ishtar é libertada, volta à terra acompanhada por Tamuz ressuscitado. Segundo alguns textos posteriores o jovem deus pertencerá, numa metade do ano à deusa do amor, em outra à deusa dos infernos. Explica-se assim, a morte da natureza no inverno, seu renascimento e justificam-se os ritos destinados a assegurar o retorno da vegetação. As mulheres lamentam o desaparecimento de Tamuz e os dramas sagrados comemoram a paixão e a ressurreição do deus.

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