Os cultos romanos

O culto é familiar e nacional.
Ao centro da casa, no lar, o romano piedoso reúne a família, até seus escravos, para orar e sacrificar alguns alimentos às divindades domésticas.
Quanto ao culto oficial, é um ritualismo estreitamente associado à vida política. Os sacerdotes são funcionários do Estado e encarregados do culto público.

A frente dos sacerdotes encontrava-se o rei, substituído, em seguida por aqueles que chamavam o rei dos sacrifícios. Abaixo do rei, três flâmines, isto é, assopradores, iluminadores do fogo sagrado; o flâmine de Júpiter, o de Marte e de Quirino. Abaixo destes, os pontífices, encarregados da construção de pontes, presidiam o culto nacional. Após a abolição da realeza, o grande pontífice (pontifex maximus) torna-se o mais poderoso de todos os sacerdotes.
Os decenviros (mais tarde quindecenviros) dos sacrifícios ocuparam-se com o culto devido aos deuses estrangeiros, aos deuses helênicos. Os áugures davam a conhecer a vontade dos deuses estudando o vôo dos pássaros.

A religião romana encontrou, desde a antiguidade, ardorosos adversários. O mais eloqüente foi o poeta Lucrécio (98-55 a.C.). Outras almas, que a religião não satisfez buscaram não à reflexão filosófica, mas ao sentimento místico. Voltam-se para os cultos orientais que penetram em Roma desde o século IV e II a. C. e que exerceram uma influência crescente, notadamente sobre as mulheres, escravos e estrangeiros. O culto de Cibele de Átis, culto de Osíris e de Ísis, depois de Serápis, culto sírio do Sol e de Mitra, dentre outros. Esses cultos sempre se apoiaram um no outro, sendo considerados como um sincretismo místico.

(deusa Cibele)

Os romanos conservadores inquietaram-se com a influência que essas religiões estrangeiras exerciam e em reação exaltaram o culto à Roma. Sob o império, esse culto toma a forma do culto dos Imperadores. Por um longo caminho, volta-se a adoração primitiva dos soberanos.
Entretanto, introduzida com os outros cultos orientais, uma religião vai erguer-se contra o culto dos imperadores: a religião cristã.

A piedade simples, sedutora e sincera, com uma grande escola de obediência e de força moral manifesta-se sobre tudo no culto doméstico. Por outro lado associa-se o culto do Imperador ao de Júpiter, tornando-se uma espécie de religião universal no seio do grande império mundial. Sob esse ponto de vista, a religião romana, preparou e forneceu a expansão de outra religião: o Cristianismo.

Um comentário:

@MinhaHori disse...

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