O sacerdócio grego

Desde a época de Homero, há sacerdotes agregados aos templos; são os ministros dos deuses a quem servem e que os protegem. Não recebem instruções especiais, aprendem o ritual através da prática. Não são agrupados em comunidade, nem formam um clero. Seu cargo ora se transmite por hereditariedade, ora provém de eleição ou mesmo da escolha pela sorte.
Os sacerdotes presidem os sacrifícios destinados a tornar os deuses favoráveis. Purificam os fiéis, espargindo água salgado, água do mar, sobretudo envolvendo-os em fumaça, fazendo soar o sino que afugenta os maus espíritos. Realizam curas através da sugestão e de medicamentos naturais.

Os sacerdotes ocuparam-se também da adivinhação. O mais célebre os oráculos foi o de Delfos, onde a pitonisa (sacerdotisa de transe advinhatório) era purificada pela água lustral e mastigava folhas de louro, aspirava a fumaça dessa folha e em transe pronunciava as palavras que eram interpretadas pelos sacerdotes.



Em honra aos deuses celebravam grandes festas, como por exemplo, em Atenas as Panatatéias ou Pã-helênicas, como as olímpicas.
No encantador quadro do Olimpo glorificava-se Zeus em seu templo e próximo a este. Praticavam-se jogos destinados a descobrir os mais fortes ou mais hábeis. Ao mesmo tempo realizavam-se representações artísticas e musicais, conferências filosóficas e exposições de obras de arte.

Nenhum comentário: