Continuação da História

Os hebreus permaneceram por 40 anos no deserto do Sinai até chegar a Canãa. Moises morreu antes de ver seu povo chegar à terra prometida, sendo então conduzidos por seu sucessor Josué. Quando retornam a Canaã encontram as terras ocupadas por cananeus e filisteus, com seus deuses e rituais próprios.

Os patriarcas que não eram guerreiros e sim líderes religiosos cedem lugar aos juizes, chefes militares que passariam a comandar os hebreus na luta pela terra.
A preocupação com a fecundidade da terra afetou profundamente o Yaveísmo. Que passaram a adorar todos os Baals existentes como seus deuses também, colocando Yavé em um plano superior ao lado de El – o deus – dos cananeus. Os camponeses adoravam Yavé na forma de um touro (idêntico aos fenícios e cananeus) em um altar cercado por uma paliçada (que mais tarde a teologia sacerdotal transformou na narrativa do "Bezerro de Ouro"). A assembléia de anciãos recorria a Yavé na forma de máscaras humanas (encontradas em Hazor) para obter oráculos sobre a estratégia de guerra. E, na liturgia, os sacerdotes utilizavam um objeto, o éfode que eram terafins cobertos por alguma substância.

Yavé tornou-se então um deus impessoal e uma divindade da confederação tribal e assim como os outros povos da palestina desenvolveu vários nomes para as demais divindades que eram diferenciadas de acordo com a localização regional. Assim encontraremos El Elion, o deus altíssimo (a parte mais alta de uma porta); El Shaddai, "o todo poderoso" que era cultuado em Manre; El Sebaot, o "deus das hostes celestiais", evocado no contexto da batalha, era adorado em Silo; El Ro'i, o deus da visão, "o onisciente", cultuado em Neguebe; El Olam, o deus eterno, cultuado em Berseba; El Bethel, o deus de Bethel, cultuado nesta cidade; sem mencionar, é claro os vários deuses agrícolas e da natureza, representado pelos "baals e suas consortes.Yavé estava à frente de uma multiplicidade de divindades, era o deus supremo de Israel, o protetor da confederação tribal, contudo, no dia a dia, os israelitas recorriam as divindades mais ligadas ao culto agrário: os deuses tribais tinham mais substância e presença do que o deus supremo - Yavé era o deus nacional da confederação tribal e não um deus de cunho pessoal. Por outro lado, devemos considerar que as concepções do Yaveísmo variavam muito de aldeia para aldeia e na prática, cada pessoa interpretava livremente os mitos e os ritos.

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