Mitos Celtas

Os celtas adoravam as águas dos diferentes mananciais e consideravam sagradas todas as fontes. O deus das águas termais chama-se Bormo que significa quente. Era também considerado o "luminoso" e "resplandecente"- ou o deus da luz. Seu culto deu lugar à comemoração das célebres festas irlandesas - as "Baltené"- que se celebram no primeiro de Maio.

O deus celta Dagda era conhecido pelo atributo do caldeirão da abundância - entre os celtas, o caldeirão era um dos objetos carregados de simbolismo mágico e mítico, pois no seu fundo se guardavam as essências do saber, da inspiração e da extraordinária taumaturgia - com o qual alimentava todas as criaturas. Aqueles que se socorriam no caldeirão de Dagda não apenas ficavam satisfeitos materialmente como também, sentiam-se saciados de conhecimento e sabedoria.

(Dagda)


Outra qualidade do deus Dagda era a sua relação direta com a música e com o seu poder evocador. Um dos seus atributos era precisamente a harpa, instrumento que manejava com habilidade e arte através do qual invocava as estações do ano. Arrancava também tão suaves melodias deste instrumento que muitos mortais passavam deste mundo para o outro como num sonho, e sem sentir dor alguma.


O deus Dagda foi uma espécie de Orfeu céltico e, entre os seus descendentes, cabe citar Angus que cumpria entre os irlandeses as mesmas funções que o Cupido clássico. Angus era a deidade protetora do afeto e do amor e, em vez de lançar dardos ou flechas, atirava beijos que não se perdiam no ar, senão que se convertiam, depois de terem cumprido, por assim dizer, a sua missão, em dóceis e delicadas aves que alegravam com o seu melodioso trinar a vida dos felizes apaixonados.


Dagda também teve uma filha chamada Brigit que foi considerada pelos celtas como a protetora das artes declamatórias e líricas, era a guardiã do caldeirão do conhecimento, da sabedoria e da ciência.

(Brigit)

O deus Mider governava os abismos subterrâneos e infernais. Era representado utlizando um arco/flecha com o qual selecionava as possíveis vítimas.

Os Druidas

Os druidas segundo as investigações mais dignas de crédito, já na época neolítica tinham adquirido grande importância e tradição entre os irlandeses. Depois passariam das Ilhas Britânicas, para o território galo, onde, junto com os cavaleiros, se converteriam numa das classes sociais mais influentes e poderosas daqueles tempos. Também houve outras associações que se ocupavam da interpretação taumatúrgica daqueles fatos para os quais não se encontrava explicação racional; por exemplo, os bardos. Existiam sacerdotisas e magas que praticavam a arte da feiticeira e desenvolviam poderes poucos comuns.

Os Druidas realizavam os sacrifícios às diversas deidades e também eles resolviam as diferentes controvérsias entre cidadãos ou grupos sociais. Todos estavam obrigados a cumprir o castigo imposto pelos druidas e acatar a sentença por eles ditada, caso contrário, eram excomungados e separados dos seus.

Tinham também um poder mágico como curandeiros e curadores de doenças da mente e do corpo. Conheciam as propriedades de diversas plantas e utilizavam, além disso, para os seus salmos e sortilégios, couraças de ouriços fossilizados, coisa similar ao que, entre a população oriental, sucedia com as marcas das couraças das tartarugas quebradas pelo fogo, que depois eram objeto de interpretação mágica.

Eram considerados magos e adivinhos. Existia a crença cosmológica de que eles haviam criado o espaço imenso e os mares e oceanos, que fariam possível o nascimento dos próprios deuses. O nosso mundo pereceria, na opinião dos druidas, pela água e pelo fogo.



Os druidas também ensinavam a doutrina da metempsicose, ou transmigração das almas, pois acreditavam na reencarnação. Só os druidas sabiam interpretar as inscrições lapidárias dos "oghams", espécie de mensagens gravadas nas pedras dos recintos funerários que aludiam à vida no outro mundo.

Jovens seletos eram recrutados para formar a sociedade druídica. Permaneciam durante vinte anos aprendendo todas as técnicas necessárias para depois serem capazes de interpretar e memorizar textos sagrados. Toda a tradição herdada dos antepassados era de viva voz. Tinham que chegar a dominar a astrologia, a adivinhação, a história e a teologia; o seu conhecimento dos fenômenos naturais e da natureza em si.

Os Celtas

Vários séculos antes da era cristã, os Celtas vindos das ilhas dinamarquesas e das baixas planícies da Alemanha setentrional, espalharam-se por toda Europa ocidental, principalmente nas ilhas britânicas, na Irlanda e na Gália, onde dominaram populações mais antigas misturando-se a elas.

A literatura religiosa dos Celtas era mais oral que escrita e pouco ou nada ficou. O carvalho era a árvore sagrada de maior importância. Os sacerdotes Celtas, conhecidos como Druidas, usavam vestes brancas e separavam com um podão de ouro o visgo do roble, reconhecendo-os em um pano branco: o visgo era considerado o “remédio que tudo cura”.
Os jovens eram criados em famílias estrangeiras ou pelos Druidas.
Determinados locais eram considerados sagrados como as fontes, montanhas e florestas. Os celtas cultuavam a Mãe-Terra e a dividiam em três grupos de Deusas-Mães.

A “fauna mágica” dos celtas compreendia grande número de animais sagrados. Algumas tribos usavam seus nomes, como por exemplo os Taurisci,- o povo do touro-, ou os Brannvices – povo do corvo.

Tyr

Tyr era filho de Odin e Frigga, é a divindade da guerra e um dos doze grandes deuses do Asgard. A sua invencível espada, o próprio símbolo da sua divindade, foi forjada pelos anões filhos de Ivald, também armeiros de Odin. A sua espada também pertence à lenda e há uma muito especial que Guerber colheu nos finais do século passado, onde se contava que a espada venerada pelos Cheruski, uma vez roubada do templo em que era adorada, passou para as mãos de Vitelio, prefeito romano que, encorajado pela sua posse, se auto-nomeou imperador, mas não soube lutar com ela e morreu pelas mãos de um dos seus legionários germanos, que a empunhou para cortar-lhe o pescoço pela sua covardia. Átila depois encontrou-a enterrada na margem do Danúbio e, com ela, quase se apropriou da Europa, para terminar por ser morto com o seu fio, pelas mãos da princesa Ildico, que vingava assim as mortes dos seus produzidas pelo huno.

O terrível lobo Fenris foi um dos monstruosos filhos do deus Loki e a gigante Angur. Odin tentou domesticá-lo enquanto era um filhote e levou-o para o Asgard. Tyr foi o encarregado de alimentar a fera, dado que era o único que se atrevia a aproximar-se dela; assim o fez, vendo como o animal crescia em tamanho e ferocidade e não melhorava de maneira nenhuma a sua conduta. Então os doze acordaram amarrar o lobo com correntes, para evitar que pudesse converter-se num perigo para todos; mas as correntes não serviam de nada, pois Fenris partia-as com toda a facilidade; de maneira que os deuses pediram aos elfos que fizessem algo indestrutível. Os elfos misturaram os passos de um gato, o cio do urso, a voz dos peixes, saliva de pássaros, a barba de uma mulher e a raiz de uma montanha; com ela teceram uma corda inquebrável, Gleipnir, que quanto mais puxava mais se apertava.



Foram todos, deuses e lobos, para a ilha de Lyngvi, para propor a Fenris que provasse a sua resistência, coisa nada fácil, dado que ele receava de uma liga tão sutil. Como os doze insistiam, Fenris aceitou, com a condição de que um deles pusesse o seu braço dentro das fauces, para pagar por todos se algo saísse mal. De maneira que Tyr foi de novo o escolhido e deixou o seu braço à prova dentro da boca de Fenris, enquanto se lhe atava o Gleipnir ao pescoço e às garras. O lobo esticou e esticou a atadura, mas esta só se apertava cada vez mais. O lobo furioso comeu o braço de Tyr e os deuses meteram-lhe uma espada na boca, para calá-lo; do sangue que brotou do seu paladar brotou o rio Vom e lá ficou Fenris, à espera do dia final, até que chegasse o momento em que se partisse a sua ligadura e fosse o momento da sua vingança.

Thor


A personificação da força, do raio e o trovão, residia no maior dos palácios de Asgard, em Bilskirnir, uma grande deusa mansão com quinhentas e quarenta estâncias (o mesmo número que o das portas do Walhall) para alojar esplendidamente nelas todos as pessoas humildes após a sua morte, assegurando-lhes a felicidade eterna, em igualdade com os seus criadores e senhores, os guerreiros, para compensá-los de tudo o que na terra tinham padecido. Thor era também o defensor dos humanos perante o perigo dos gigantes do frio; tão respeitado e adorado era pela sua tutela que era considerado o segundo na ordem celestial, e a figura da sua arma, o martelo Miölnir, era também o signo que faziam os crentes para pedir a proteção divina, ao mesmo tempo em que se usava sacramentalmente essa ferramenta para bendizer o lar, para marcar com estacas as propriedades, para dar validade a um casamento ou para rematar a pira funerária. Quando da terra se ouvia o bramido da tempestade, os humanos sabiam que, por cima das suas cabeças, estava passando o carro de Thor, puxado pelas suas duas cabras de belfos de fogo, e podia ir lutar contra os gigantes gelados, o maior perigo para os nórdicos, sempre ameaçados pelo frio.

Frigga - Rainha dos deuses.


Frigga era uma deusa sensata e prudente, além da exemplar divindade tutelar do casamento e a maternidade. De Frigga, deusa e fiandeira das nuvens, se dizia que era filha de Fiorgyn, Se teve algum defeito, foi talvez o da vaidade, pois se conta que roubou um pouco do ouro destinado à estátua do seu marido para fazer um colar com ele. Mas também era uma deusa muito inteligente e soube enganar Odin quando o deus se encolerizou ao conhecer que alguém tinha subtraído o apreciado material e tratou, inutilmente, de achar o culpado de semelhante atropelo. Foi tanta a sua ira pelo desacato que abandonou Asgard durante sete meses, tempo em que o caos se apoderou do reino divino e os gigantes do gelo, os Jotuns, invadiram a terra. Mas Odin voltou e recuperou a terra para os humanos e restabeleceu a harmonia no céu, não sem ter voltado a sorrir, feliz por estar outra vez junto da sua amada esposa Frigga. Mas ainda nesse tempo em que Odin deixou o Asgard, Frigga não ficou sozinha; junto da rainha dos deuses estavam sempre: a sua irmã Fulla, símbolo da fecundidade e guarda das jóias de Frigga; Hlin, a deusa que assegurava o consolo à dor dos mortais; Gna, a divina e veloz mensageira; Vara, que garantia o cumprimento dos juramentos e do castigo ao perjuro; Lofn, a padroeira do amor; Vjofn, tuteladora da paz e a concórdia; Eira, habilidade de medicina para todas a mulheres, únicos mortais que podiam praticar esta ciência entre os nórdicos; Syn, guarda do palácio de Fensalir; Gefjon, a boa padroeira dos que morriam solteiros; Vör, que sabia tudo o que acontecia no Universo; e Snotra, a representação da virtude.

Odin - deus da sabedoria


Odin era, em primeiro lugar, o deus da sabedoria, mas esta também não era uma virtude inata, como tudo na mitologia nórdica, pois o conhecimento custava esforço até aos deuses. Para consegui-lo Odin foi em humilde peregrinação até o poço de Mimir, para pedir-lhe a ciência que havia nas suas águas, mas o ciumento Mimir não cedeu o seu direito gratuitamente, senão que pediu em troca um olho do deus. Odin arrancou o olho sem duvidar e entregou-o a Mimir, que lançou-o para o fundo do poço. Uma vez bebida a água do poço, Odin soube imediatamente tudo o que se podia saber, até o fim que esperava o Universo e os deuses, após a luta final que teria que ter lugar no campo de Vigrid. Saber tudo transformou o radiante deus num ser taciturno, dado que a carga da ciência, a responsabilidade do conhecimento, supunha também a maturidade, a consciência da temporalidade de todo o Universo, divino e humano. Mas esta tinha sido simplesmente a primeira etapa e o deus continuou o seu percurso, agora vestido de vagabundo, procurando o sábio Vafthrudnir, para confirmar a validade do seu conhecimento, contrastando-o com o imenso caudal de sabedoria do gigante.

Seguindo o conselho da sua prudente esposa Frigga, Odin apresentou-se perante Vafthrudnir como Gangrad, para dar início ao mútuo e mortal interrogatório, dado que o preço que tinha que pagar quem deixasse uma pergunta sem responder era o da própria vida. Primeiro foi o turno de perguntas do gigante, e Odin respondeu a todas e cada uma das questões apresentadas. Depois correspondeu a Odin perguntar ao gigante todas as suas dúvidas, desde a origem do Universo até quais foram às palavras que o Pai supremo tinha dito ao seu filho Balder junto da pira funerária. Com essa pergunta, o gigante compreendeu que se encontrava diante do próprio Odin, e soube que tinha perdido o torneio e que o esperava a morte, mas não parece que assim foi, pois nunca ninguém disse que Odin arrancou a cabeça do vencido gigante, dado que não queria conseguir a vitória sobre esse oponente, senão comprovar se a sua inteligência era suficiente.

Divindades dos Germanos

A mais antiga divindade foi a Terra- Mãe. Segundo alguns intérpretes, pode ser identificada como Freya, a deusa do amor, da beleza e da fecundidade. Seu irmão e amante é Freyr. Os astros, o Sol e a Lua também foram objeto de culto. A lua é a deusa Holle. Via-se nela a rainha das feiticeiras.



Os três maiores deuses eram Odin (mercúrio), Tyr (marte) e Thor (júpiter). Odin é essencialmente um rei-sacerdote, feiticeiro e inventor das runas. É também o deus do vento, consequentemente dos mortos. Aquele que conduz, através das Walkírias os heróis mortos em combate. É o deus dos guerreiros e o grande deus dos Vikings. Seu filho é Tyr o deus da guerra. Thor é o deus do trovão e da chuva, sendo assim favorável aos camponeses, ainda que também seja um deus violento, guerreiro e temido que mata monstros com seu divino martelo de pedra.
Esses deuses principais estão ligados à vários outros. O mais célebre é Balder, o mais belo filho de Odin, morreu vítima do traidor Loki, desceu aos infernos e após sete crepúsculos ressuscitou, começando então uma era universal de felicidade.

Germanos

Na antiga religião dos germanos as árvores milagrosas desempenhavam papel importante, como Yggbrasil, próxima ao templo de Upsala que é considerada uma árvore cósmica, “Coluna do Mundo” e a Irminsul também tida como o sustentáculo do universo, entre os saxões.

Animais sagrados representavam certos deuses, como o cavalo e o corvo que pertenciam a Odin. As insígnias eram encimadas por javalis ou serpentes. Homens e mulheres podiam se transformar em lobisomens em ursos-homens. A natureza era povoada de espíritos, “vanas” masculinos e femininos, senhores da fecundidade, gnomos dançando em plena luz do dia e auxiliando nos deveres domésticos, nixes – ninfas das águas – gigantes sempre estúpidos e anões engenhosos. Sob a árvore cósmica Iggdrasil habitam as três Nornos – guardiãs dos destinos.

Os primeiros caracteres da escrita, as runas, foram primeiramente utilizados como processo mágico e empregados sobre talismãs. O canto foi a princípio um sortilégio. Certas mulheres eram consideradas possuidoras de dotes particulares de magia e profecia, eram feiticeiras.

As almas dos mortos sobreviviam ou sob a terra, no reino de Hel, ou em uma região longínqua no ar. Elas passam pela terra levadas pelo vento das tempestades, especialmente no final do outono, sendo necessário apaziguá-las. (Aqui vemos mais uma usurpação cultural da igreja católica, colocando nessa data o dia dos mortos.)

(Walkírias)

Os guerreiros mortos em batalha vão para Walhall e são conduzidos pelas Walkírias.
As sociedades germânicas não eram presididas por uma ordem sacerdotal com pesadas liturgias e saberes. À frente da sociedade existia uma administração do sagrado, autônoma e forte, garantindo a manutenção de uma tradição complexa, ainda assim, os rituais de sacrifício aos deuses eram realizadas somente pelos sacerdotes.
A prática dos germanos oscilava entre dois princípios: a virtude do sangue e o administrador-mágico.

A religião dos germanos e celtas

Na Europa anterior à penetração do Cristianismo, podemos estudar as religiões da zona setentrional – dos germanos e a religião da zona ocidental – dos celtas e gauleses.
Há entre estas duas religiões diferenças muito pequenas que podem ser negligenciadas em uma rápida descrição.

Atualidade

No século XIX o movimento sionista, organizado por Theodor Herzl, passou a ocupar terras na Palestina e com o apoio da Inglaterra, dessa maneira a presença judaica passou aos poucos a superar a dos palestinos, descendentes dos filisteus. 1948 a Assembléia Geral da ONU, sob impacto do Holocausco criou o Estado de Israel, juntamente com a criação de um estado palestino que consistiria dos terrítórios da Cisjordânia e Transjordânia. Assim o povo hebreu, os judeus voltam a ocupar a terra prometida, enquanto que os palestinos lutam pela criação de um estado palestino que inclua Jerusalém Oriental.

A Divisão

Após a morte do rei Salomão ocorre a divisão da monarquia em dois reinos, o de Israel, ao norte, formado por 10 tribos e o de Judá ao sul, constituido de duas tribos tendo Jerusalém como capital. Em 721 a.C. o reino de Israel foi conquistado pelos assírios e o reino de Judá foi conquistado pelos babilônicos, com isso os hebreus viraram escravos, período que ficou conhecido como Cativeiro da Babilônia.

O cativeiro da Babilônia acabou em 539 a.C., quando Ciro, imperador persa conquistou a Babilônia e libertou os judeus que retornaram a Palestina e reconstruíram o templo de Jerusalém que havia sido destruído por Nabucodonosor. É nesse período que surge o novo Decálogo de caráter liturgico-ritual:

1- Não terás outro deus diante de Yavé. (Trata-se de uma afirmação de monoteísmo ritual, e não teológico; outros povos possuem deuses tão verdadeiros quanto Yavé, mas os israelitas não podem cultuá-los)
2- Não esculpirás nenhuma imagem e nenhuma representação de coisas que estejam no céu, sobre a terra e nas águas debaixo da terra.
3- Não pronunciarás em voz alta o nome do Senhor. (Quem possui o segredo do nome também possui o poder mágico que ele confere; é por isso que é necessários impedir que os estrangeiros possam apoderar-se do nome do deus)
4- Guardai escrupulosamente o dia de sábado. (O sábado era a festa da lua cheia dos sumérios, os babilônios tomaram dos sumérios com o nome de shabattu; abstiam de trabalhar nos dias "que traziam desgraças" - dias 7, 14, 21, e 28 dos dois meses de Elul II e Marchesvan. Os cananeus tomaram o sábado dos babilônios que, por sua vez, transmitiram aos israelitas com o nome de shabbath. Era o dia do repouso e "ação de graças" recordando os anos que os hebreus passaram como escravos no Egito, e foi mais tarde estendido aos escravos hebreus. Sob o impulso dos profetas do século VII, teve um significado teológico: o dia de descanso de Yavé)
5- Honrarás teu pai e tua mãe. (Trata-se de um preceito que se seguido assegura longos anos de vida na terra)
6- Não matarás. (Em hebraico, a expressão é "não assassinar", isto é, não matar um membro do clã; igualmente, a morte do inimigo, mulheres e crianças, é admitida)
7- Não praticarás adultério. (Isto é, apenas não seduzir uma mulher casada ou apenas prometida a outro; seduzir uma mulher núbil ou escrava não é adultério, e o mesmo não se aplica às mulheres)
8- Não roubar.
9- Não levantar o falso testemunho contra o teu vizinho.
10- Não desejar a mulher do seu vizinho, nem o seu campo, a sua escrava, o seu escravo, o seu boi, o seu asno, etc. (O termo hebraico para desejar é "por os olhos em cima", é provável que se refira ao mau olhado, isto é, lançar um mau agouro sobre a propriedade alheia)


(Alexandre, o Grande)

Os persas foram derrotados por Alexandre, o Grande, em 332 a.C. e os massedônios e gregos passaram a dominar a Palestina, seguidos pelo domínio Romano, a partir de 63 a.C.. Após a contenção da revolta judaíca iniciada em meados da década de 60 d.C. e a destruição de Jerusalem em 70 d.C. os judeus se dispersaram pelo mundo, sendo assim o início da Diáspora Judaíca.

Como nasce "Deus"

Mais tarde, para unir o povo e centralizar os poderes religiosos, políticos e militares fundaram a monarquia, período compreendido entre os século X e VII a.C.. Saul foi o primeiro rei hebreu e suicidou-se após uma humilhante derrota. Davi foi seu sucessor e segundo a mitologia matou o gigante Golias com uma pedra. Em 996 a.C. Salomão assume o lugar de Davi. Nesse período os hebreus já possuiam um exercito, administração e um governo centralizado.

Dessa organização surge o que é conhecido como “pacto”, dando realidade a idéia de Israel. O Yaveísmo foi bastante promovido pelo Estado através da corte e do clero que possuíam os recursos necessários para a criação de uma literatura religiosa e ao culto elaborado. Na ideologia do Estado, Iavé foi comparado à realeza, era um que deus que governava Israel com sua corte celestial, possuindo servos, mensageiros, um trono e indumentárias.

Segundo os historiadores é nesse período que elaboram o primeiro decálogo, mais tarde atribuído a Moises, onde encontraremos as antigas concepções do Yaveísmo:


1- Não curvarás a tua fronte diante de nenhum deus estrangeiro.
(isso não se dirigia aos deuses que eles já haviam tomado para si, como os da natureza)
2- Não construirás nenhum deus de metal fundido.
3- Observarás sempre a festa dos ázimos, no mês de nisan (março/abril), para recordar a tua passagem no deserto. (O termo hebraico é pesah, em grego é dito pascha, que se tronou depois páscoa. Relacionava primitivamente à festa do início da primavera.)
4- Todo primogênito é meu: resgatarás com um sacrifício o primeiro parto entre a criação, grande ou pequena, o primogênito entre os filhos. (O sacrifício de crianças não era desconhecido pelo Yaveísmo; sacrificava-se crianças na ocasião da ereção da pedra angular ou no término de uma construção; entretanto, considerando a alta taxa de mortalidade infantil, é possível que as crianças fossem oferecidas já mortas. Outrossim, o sacrifício a Yavé era as rezas)
5- Jamais comparecerás diante de mim de mãos vazias.
6- Três vezes por ano todos os teus filhos homens comparecerão perante o Senhor. (As três festas pastorais da primavera, do verão e do outono)
7- Jamais deixarás correr o sangue da minha vítima diante do pão fermentado. (Lembranças das velhas proibições rituais, ligado ao caráter sagrado do sangue e do lêvedo)
8- Não deixarás para amanhã o consumo de minha vítima pascal. (Para que não se esgote a carga mágica que traz em si todo animal sacrificado aos poderes divinos)
9- Levarás a flor das flores das primícias do solo à casa de Yavé.
10- Não cozinharás o cabrito no leite da sua mãe. (Esta é uma antiga proibição tabu, encontrada, sob uma forma mágica, em uma das lâminas órficas descoberta nos túmulos da Magna Grécia, em Turi, hoje Terra Nova de Sibari, Calábria, século IV a. C.: "Cabrito cai no leite", isto é, estou para me tornar imortal)

Dentre as reformas religiosas a necromancia, a “prostituição” sagrada e a ereção dos Baals (massebah- estátuas dos Baals) foram proibidas, sendo perseguidos e punidos com o morte todos aqueles que desrespeitassem as novas regras, acusados de feiticeiros. Os Baals transformam-se em demônios e seus adoradores perseguidos.

Continuação da História

Os hebreus permaneceram por 40 anos no deserto do Sinai até chegar a Canãa. Moises morreu antes de ver seu povo chegar à terra prometida, sendo então conduzidos por seu sucessor Josué. Quando retornam a Canaã encontram as terras ocupadas por cananeus e filisteus, com seus deuses e rituais próprios.

Os patriarcas que não eram guerreiros e sim líderes religiosos cedem lugar aos juizes, chefes militares que passariam a comandar os hebreus na luta pela terra.
A preocupação com a fecundidade da terra afetou profundamente o Yaveísmo. Que passaram a adorar todos os Baals existentes como seus deuses também, colocando Yavé em um plano superior ao lado de El – o deus – dos cananeus. Os camponeses adoravam Yavé na forma de um touro (idêntico aos fenícios e cananeus) em um altar cercado por uma paliçada (que mais tarde a teologia sacerdotal transformou na narrativa do "Bezerro de Ouro"). A assembléia de anciãos recorria a Yavé na forma de máscaras humanas (encontradas em Hazor) para obter oráculos sobre a estratégia de guerra. E, na liturgia, os sacerdotes utilizavam um objeto, o éfode que eram terafins cobertos por alguma substância.

Yavé tornou-se então um deus impessoal e uma divindade da confederação tribal e assim como os outros povos da palestina desenvolveu vários nomes para as demais divindades que eram diferenciadas de acordo com a localização regional. Assim encontraremos El Elion, o deus altíssimo (a parte mais alta de uma porta); El Shaddai, "o todo poderoso" que era cultuado em Manre; El Sebaot, o "deus das hostes celestiais", evocado no contexto da batalha, era adorado em Silo; El Ro'i, o deus da visão, "o onisciente", cultuado em Neguebe; El Olam, o deus eterno, cultuado em Berseba; El Bethel, o deus de Bethel, cultuado nesta cidade; sem mencionar, é claro os vários deuses agrícolas e da natureza, representado pelos "baals e suas consortes.Yavé estava à frente de uma multiplicidade de divindades, era o deus supremo de Israel, o protetor da confederação tribal, contudo, no dia a dia, os israelitas recorriam as divindades mais ligadas ao culto agrário: os deuses tribais tinham mais substância e presença do que o deus supremo - Yavé era o deus nacional da confederação tribal e não um deus de cunho pessoal. Por outro lado, devemos considerar que as concepções do Yaveísmo variavam muito de aldeia para aldeia e na prática, cada pessoa interpretava livremente os mitos e os ritos.

Outros Mitos e Crenças

Os hebreus do século XIV a.C. também veneravam pedras mágicas, os terafins, relacionados também ao culto ancestral. Apareceram após a supressão ao culto de imagens de "deusas-mães", que as mulheres recorriam a sua proteção no momento do parto. Os terafins não eram propriamente deuses, mas amuletos mágicos, símbolos da prosperidade. Estas pedras eram mantidas dentro das tendas.

O culto às forças naturais e à serpente: Era crença corrente que uma entidade furiosa habitava o deserto e os hebreus imputavam a esta força a responsabilidade pelas tempestades de areia que derrubava as tendas e desaparecia com as rezes, além de trazer as doenças como urticária que atacavam o gado. Para aplacar a ira desta entidade, os hebreus recorriam ao sacrifício do cordeiro e do bode. Era um sacrifício pascal, praticado antes do início da primavera, quando então, imolava-se um cordeiro. Um sacrifício análogo ocorria no outono, antes da transumância para a pastagem na estepe, quando então, era solto um bode no deserto. A circuncisão, prática encontrada entre os sacerdotes egípcios da Antigüidade e numerosas tribos árabes, era uma medida para afastar a infertilidade que poderia abater tanto sobre a família quanto sobre o gado: para agradá-la, recorria-se a circuncisão, a entidade fugia afugentada pelo horror ao sangue ou era aplacada com o rito. O prepúcio era oferecido e, ocorria na ocasião da passagem do membro masculino para a vida adulta ou da iniciação ao casamento. O culto à serpente era uma prática muito comum na Palestina; imagens de serpentes recebiam culto especial, pois assim julgavam afastar ou minimizar as picadas das víboras reais.

Havia numerosas interdições religiosas de caráter alimentar, sexual e social. Vivendo em um ambiente hostil do deserto e da estepe, em confronto com povos vizinhos e sofrendo constantes perigos de animais selvagens, os hebreus recorriam freqüentemente às magias. Entre elas, destacam-se a crença no "mau olhado", o poder mágico da palavra (proferido como bênção ou maldição pelo moribundo), a crença na magia da dança da chuva e da dança da guerra, o uso mágico do vestuário, a magia da impostura da mão, o uso da necromancia, etc. Havia curandeiros, videntes e adivinhos.

As Divindades Hebraícas

A principal divindade Yavé, Javé, IHVH ou ainda Yahweh é o senhor da península do Sinai.
(O Sinai é uma península montanhosa e desértica do Egito, entre os golfos de Suez e Agaba. Ocupa uma posição estratégica que une dois Continentes - Africa e Ásia - separando também dois mares - o Meditarrâneo e o Mar Vermelho - dividindo-se em duas partes: Sinai do norte e do Sul. O Sinai do Norte é uma província egípcia cuja capital é Alarixe. É banhada ao norte pelo mar Mediterrâneo. Faz fronteira ao leste com Israel e a Faixa de Gaza. O Sinai do Sul é uma província Egípcia cuja capital é El-Tor. É banhada a oeste pelo golfo de Suez e a leste, pelo golfo de Acaba.)


(Monte Sinai)

Os líderes dos acampamentos, os patriarcas, rendiam culto especial ao chamado "deus dos pais", o antepassado mítico do clã. Cada clã possuía seu "deus dos pais", uma espécie de herói lendário que fundou o clã e transmitiu os costumes e instituições da família. O "deus dos pais" não tinha um local fixo de culto, residia em uma tenda especial e acompanhava as viagens do clã pelo deserto e pela estepe, assegurando o bom relacionamento com os vizinhos e protegendo os membros do clã contra os infortúnios das viagens. O "deus dos pais" não possuía uma representação figurativa, porque é extremamente difícil no deserto e na estepe a confecção de imagens.


Paralelamente ao culto do "deus dos pais", os hebreus veneravam árvores, fontes de água, grutas, montes, etc., que se relacionavam de alguma maneira com os eventos lendários do mito do "deus dos pais" (locais por onde o antepassado passou, etc.). Por outro lado, estes objetos da natureza também eram compreendidos como entidades sagradas, pois eram o receptáculo de uma força invisível, similar aos gênios das tribos árabes.

Os Hebreus – História

Hebreu é o nome do povo que viveu no Oriente médio a partir do segundo milênio antes de Cristo, que deu origem aos povos semitas, como os árabes e dos israelitas.

Ao saírem de Ur, na Mesopotâmia em direção à Palestina (estreita faixa de terra entre a Fenícia, atual Líbano e o Egito) os hebreus dividiram-se em tribo, formadas por clãs. Os clãs eram constituídos por um patriarca, seus descendentes e servos. A economia baseava-se no pastoreio, evoluindo para a agricultura graças às terras do norte e as zonas montanhosas do sul da Palestina. Ficaram por três séculos na Palestina até que uma grande seca obrigou algumas tribos, sob a liderança do patriarca Jacó, a migrarem para o Egito.
Esse período de seca é retratado na lenda da luta de Baal Hadas com seu irmão Baal So, que ao libertar-se dos domínios da morte e da esterilidade traz a chuva de volta ao solo palestino.

Os hebreus que saíram da palestina em direção ao Egito, ficaram por lá por 400 anos. Fizeram aliança com os hicsos que invadiram e dominaram o Egito. Quando os hicsos foram expulsos do Egito os hebreus começaram a ser perseguidos com altas taxas de impostos para aqueles que possuíam renda, e escravizando os mais pobres que não poderiam pagar os impostos. Até o aparecimento de Moises que liderou o povo hebreu na marcha em direção a Canaã (a terra prometida), evento esse conhecido como o êxodo hebreu.

Depois de 400 anos vivendo no Egito, é provável que o retorno à Canaã seja visto como uma lenda por aqueles que partiram para o Egito em busca de solo fértil devido às invasões sofridas e os extensos períodos de seca da região.

Canaã é a antiga denominação da região correspondente à área do atual Estado de Israel, da Cisjordânia, da Jordânia ocidental, sul da Síria e sul do Líbano.

A cidade canaanita de Ugarit foi redescoberta em 1928 e muito do conhecimento moderno sobre os Cananeus advém das escavações arqueológicas naquela área.
Comparada aos desertos circundantes, a terra de Canaã era uma terra de fartura, onde havia uvas e outras frutas, azeitonas e mel, daí ter sido vista por Abraão - originário da região do atual Iraque - como a "Terra Prometida", "onde corre leite e mel".

Segundo a Bíblia, Canaã era a terra prometida por Deus ao seu povo, desde o chamado de Abrão (ou Abraão), que habitava a cidade Caldéia de Ur no sul da Mesopotâmia.

(Moises e o Decálogo)

Moises era filho de uma princesa Egipcia com um Hebreu, teve acesso a melhor educação e era considerado um erudito. Para os egipcios não era interessante a presença dos Hebreus em suas terras, já que era vistos como traídores.

Em escavações arqueológicas foi descoberto em Soleb, uma inscrição em uma das salas do templo de Amenhotep III, datada no século XIV a.C, que se refere a um povo nômade, e ao termo “iahuo”, identificada com o montanha do monte de Horeb ou Sinai e diz o seguinte: to sho-su iahuo” o que traduzido significa: país dos beduinos de Iahuo. Historiadores e arqueológos entendem que Iahuo era o local onde esse povo nômade vivia e que a grafia Iahuo (para os egípicios) pode ser a primeira representação do nome de Yavé (hebraíco). As inscrições falavam para ter cuidado com os beduinos de Iahuo.

A saída dos hebreus do Egito não foi uma fuga e sim um acordo entre Moises e o Faraó que permitiu sua retirada fornecendo o suporte necessário. Intrigas políticas, junto aos súditos do Faraó o fizeram rever sua posição, pois havia rumores de que Moises estaria tirando os Hebreu do Egito para juntar-se a outros povos nômades e desta maneira invadir o Egito. O que acabou por originar a perseguição aos Hebreus tão logo sua saída do Egito.

O Zen


Finalmente, uma das escolas budistas deu lugar a uma doutrina plenamente japonesa -o zen- a partir de uma ideia chinesa -o chan- que procura a identificação do indivíduo com o espírito universal. Mas o zen chegou a tomar forma própria nas suas diversas vertentes ou seitas, nas quais prevalecia quer a experiência mística, quer a reflexão. O zen, a meditação pura, aproximou-se muito mais do que nenhuma outra forma do budismo ao espírito do seu fundador, embora também se diferenciasse do seu tratamento ascético, de maneira que converteu-se numa forma de tentar encontrar, só pela pretendida intuição, o controle da matéria e o movimento. O zen trata de alcançar o conhecimento dos mistérios através de um misticismo libertador, de uma revelação ou encontro com o mistério, de uma meditação sem lógica, mas com fé, que é simplesmente a fuga do racionalismo e o abandono de qualquer tentativa de explicação teológica ou mitológica do Universo. Por essa simplicidade da dedicação a uma única idéia, o exercício individual da introspecção, do silêncio e a falta de necessidade de explicar-se ou explicar aos outros, o zen arraigou rapidamente entre os guerreiros, entre os samurais, convertendo-se rapidamente numa religião que era só um instrumento, um meio auxiliar, que tratava de levar os seus fiéis ao triunfo individual.

O zen concretizou-se numa série de práticas que tinha que realizar numa sucessão inseparável, regras de compreensão muito fácil e sem exigências intelectuais, para tentar alcançar a sua meta em quatro passagens consecutivas: situar-se numa única idéia, fazendo possível a concentração espiritual; fazer a reflexão na paz do espírito; conhecer o prazer da serenidade; depurar a concentração de qualquer sentimento, para conseguir o objetivo final da serenidade perfeita e pura, alcançando o indivíduo o controle instantâneo e total do poder cósmico, a unidade com a realidade universal.

O Budismo Japonês

No século VI de nossa era, o Budismo do Mahayama foi levado aos japoneses pelos coreanos que o haviam recebido dos chineses, através da Rota da Seda.

Em muitos pontos o Budismo chocou-se com a consciência japonesa, inteiramente penetrada pelo xintoísmo. O Xinto admite uma infinidade de deuses, os Kamis, e o budismo não admite nenhum, a não ser a própria divindade individual em construção, assim como o xintoísmo afirma a sobrevivência permanente do espírito dos mortos, sem punição nem recompensa, opondo-se a transmigração das almas na eterna Roda de Sansara.

Sendo assim, o budismo precisou modificar-se e adaptar-se à consciência japonesa. No século IX, um conciliador inteligente, chamado Kukai aproxima o budismo do Xintoísmo considerando os grandes deuses xintós como encarnações de Buda, utilizando-se da idéia búdica dos Bodhisatvas ou Bacatsu (em japonês), permitindo então a conciliação. Posteriormente o Budismo japonês concorda que os espíritos dos mortos habitam próximo dos vivos durante uma centena de anos e somente depois reencarnam para recomeçar uma nova existência.

A divindade mais popular é a Kuannon ou Kuan Yin dos chineses, deusa da compaixão: ela é tudo o que consola, o que socorre o que ama.

Os templos budistas são edifícios de madeira pintada, laqueada ou esculpida, enfeitados de obras de arte. Constitui-se o culto dos sermões destinados a moralizar o povo e de serviços que tem a aparência de missa católica.




O budismo japonês passou por três diferentes períodos, intitulados de: período Nara (até o ano de 784 d.C.), o período Heian (794–1185) e o período pós-Heian (de 1185 em diante). Cada período foi palco para a introdução de novas doutrinas. Atualmente as escolas existentes são: Terra Pura, Nichiren, Shingon e Zen.

O Confucionismo no Japão

A primeira religião estrangeira importada pelo Japão foi o Confucionismo, no começo da Era Cristã. Sua influência foi limitada a certos círculos cultos até o século XVII, onde então, os clássicos confucionistas foram publicados e largamente divulgados, exercendo grande influência sobre a educação. Um dos clássicos preferidos pelos japoneses é a compilação de lendas confucianas intituladas “Os vinte e quatro modelos de piedade filiar”.

A moral confuciana, familiar e conservadora, adaptou-se bem a alma japonesa, formada pelo xintoísmo no amor da família e no respeito ao passado.