I Ching

I Ching, o Livro das Mutações, é atribuído em sua concepção primeira ao Imperador Mítico Fu Hsi.

Conta-se que o Imperador Fu Hsi chegou a governar tudo o que havia sob os céus. Ao elevar seu olhar, contemplou as belas formas existentes nas alturas; abaixando-o, viu os desenhos que a terra lhe mostrava; observou as ornamentações das aves e dos animais e as diferentes propriedades do solo, e descobriu que dentro de sua pessoa habitavam as mesmas coisas que a distância conseguia contemplar. "Então concebeu os oito trigramas, para mostrar plenamente os atributos das operações inteligentes e espirituais produzidas em segredo, e classificar as qualidades das inúmeras coisas" (Terceiro Apêndice do I Ching).

Fu Hsi

Até a disnastia Chou (1150 a 249 a.C.) o I Ching era conhecido apenas como “I”. O “I” é a mutação e não mutação, pois no pensamento chinês não há o que mude, há apenas o mudar. A mutação é o caráter do mundo, e em si mesma a mutação é invariável, ela sempre existe.

Ching significa clássico foi o nome dado por Confúcio à sua edição dos antigos livros, passando então a chamar-se I Ching.

O I Ching pode ser compreendido e estudado tanto como oráculo quanto um livro de sabedoria representando uma base filosofica tanto para o confucionismo como para o Taoísmo.

O I Ching usa como base oito trigamas. Tudo que ocorre no céu e na terra está retratados neles que continuamente se transformam um no outro. Possuem vários significados que representam o processo mutável da natureza. São representados graficamente no Ba Gua ou Pa Kua. Os 8 trigamas fundamentais desdobram-se e se arranjam entre si formando os 64 hexagramas. Esses hexagramas representam a aplicação do princípio Yin e Yang na percepção dos ciclos de mutação da natureza.

O Livro das Mutações compõe-se por várias camadas sobrepostas ao longo do tempo.

Na China a leitura dos hexagramas é feita através de um jogo com varetas e no Japão através de moedas. As interpretações são complexas e sempre em nível filosófico.




Medicina Tradicional Chinesa

Segundo a medicina chinesa o corpo humano dispõe de um sistema sofisticado para catalisar as doenças e direcionar energias e recursos para curar seus problemas por si mesmo.
O papel do médico ou terapeuta é auxiliar as funções de auto-cura do corpo e para isso desenvolve a sensibilidade e a perspicácia para perceber além dos sintomas e conduzir ou desbloquear as energias ou o “ch’i”. Utilizam-se de fitoterapias e outros tipos de medicações apenas como último recurso.

A medicina chinesa é considerada a mais antiga do Oriente. Fundamenta-se em uma estrutura teórica e sistemática extremamente abrangente e de natureza filosófica. Tem como base as leis de funcionamento do organismo humano e a interação com o ambiente, segundo os ciclos da natureza. Utilizam-se de preceitos teóricos como a relação entre o Yin e o Yang, a teoria dos cinco elementos, os oito princípios do Ba Gua e os meridianos de energia. As técnicas aplicadas à cura e ao equilíbrio energético do corpo são as mais variadas, sendo as mais conhecidas pelos ocidentais a acupuntura e moxabustão.