O Sinismo

O início do Sinismo perde-se no tempo. Os livros que contém seus registros, Kings, são anteriores ao século VI a.C..

Admitem uma quantidade enorme de espíritos da natureza, como espíritos da água, das montanhas, da terra, do ar e de espíritos humanos, os antepassados.

Os ritos dirigiam-se a todos os espíritos, sendo o culto aos antepassados o mais importante.

As primeiras e antigas sociedades eram matriarcais, sendo que as parteiras e as tecelãs possuíam grande representatividade social. A união de uma mulher com um homem somente poderia acontecer no chão, em contato com o solo, para que a Mãe Terra exercesse sua função fecundadora. Apenas os ancestrais femininos reencarnavam.

Com o tempo os ferreiros adquiriram maior importância social e os homens sobrepujam as mulheres modificando o sistema de matriarcal para patriarcal.



A veneração a Mãe Terra (feminino) foi sendo substituída em importância ao Céu (masculino). Os soberanos intitulavam-se “filhos do Céu”.

Possuiam seus lugares santos, onde celebravam as “festas da juventude”. O Soberano realizava seus rituais no “Templo do Céu”.

Não havia um deus pessoal, mas espíritos e o Céu, que interagiam com os vivos, recompensando o bem e punindo o mal através de fenômenos naturais.

As leis da natureza misturavam-se as leis morais e sociais.

A concepção filosófica mais profunda do Sinismo é o Tao.

O Tao pode ser interpretado como o “princípio da ordem natural”. Tudo está sujeito a um crescimento e comportamento natural, ao alterarmos a natureza de qualquer coisa, estamos gerando sofrimento e dor, pois rompemos com o modo natural de evolução.
No Tao existem duas divisões: o Yang, princípio masculino e o Yin, princípio feminino. Essa divisão ou distinção aplica-se a tudo que é vivo, portanto, tanto aos homens quanto a natureza. A ordem universal está assegurada pela união desses dois princípios.

“Quando Yang e Yin misturam seus licores, produzem-se, então, os dez mil seres”

O Sinismo foi a base da sociedade primitiva da China. Ditava as regras e os fazeres do povo. Com as disputas territoriais e a conseqüente divisão da China em diversas províncias a filosofia sínica passou para segundo plano.
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