Mitologia da China

Quanto à mitologia da China talvez seja uma cópia da própria organização hierarquizada de sua sociedade, pois assim como havia um governante máximo à frente de cada dinastia, também devia adorar-se um deus supremo, o qual recebia, ao mesmo tempo, obediência e reverência por parte das outras deidades.

Alguns dos seus chefes religiosos foram considerados, entre a população chinesa, como seres imortais ou encarnações da denominada "Origem Primeira", deidade que fazia parte de uma trindade de deuses com poderes para vencer o mal e os seus representantes. No entanto, o panteão chinês conta com uma grande variedade de deuses.

Os chineses também adoravam os fenômenos da natureza e as suas forças; consultavam os oráculos e participavam de um ritualismo rico em sacrifícios e esoterismo mágico. Muito especialmente, se pretendia uma longevidade perene - o mito da eterna juventude - que, mais tarde, aparecerá em todas as outras culturas e civilizações, especialmente na mitologia greco-latina.

O povo chinês tinha um deus especialmente dedicado a procurar juventude e viçosidade a todos os que o rogassem e, por isso, lhe ofereceram contínuos sacrifícios e preces. Esta deidade chamava-se Cheu-Sing e era a encarregada de guardar a vida dos humanos, pois, entre outras coisas, tinha poder para fixar o dia em que tinha de morrer uma determinada pessoa. Segundo a crença popular, se podia mudar a vontade deste deus oferecendo-lhe sacrifícios e participando dos diversos rituais em sua honra. Para tanto, bastava que Cheu-Sing prolongasse a data que tinha marcado de antemão e ampliasse o tempo de vida daqueles mortais que mais fidelidade tivessem demonstrado.

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