Filosofia do Taoísmo

A filosofia do Taoísmo é vista como um contraponto a de Confúcio. O Confucionismo dava maior importância ao conhecimento e a erudição, bem como a ordem governamental. No Taoísmo adquirir conhecimento ou alcançar uma ordem não é fundamental, pelo contrário, precisa-se criar uma simplicidade de ser e de viver, olhar o mundo com os olhos de uma criança, sem julgamentos. Aprender com as crianças, com os animais, com a natureza constitui a simplicidade de ser. O conhecimento não é obtido através dos livros e estudos, mas da intuição e da interação com a natureza. A obrigação de se adquirir conhecimento e de se seguir ordens rígidas, conduz os homens a um distanciamento de sua natureza e consequentemente do Tao. Se vivermos de acordo com a natureza a ordem será natural, seguirá o ciclo imutável da mutação e conduzirá os homens ao autodesenvolvimento.

O Taoísmo prega a não-ação o “wu wei”, não é a mera inatividade, mas sim a ação perfeita. É a ação feita em perfeita harmonia com o todo, em perfeita harmonia com a natureza, em perfeita harmonia com a pessoa e sua situação. É totalmente livre, porque nela não há nenhuma força ou violência. O Taoísmo crê que existe uma maneira natural de ser e de agir. Esta maneira de agir é tão harmônica e tão equilibrada, que ela não irá se chocar com nada. Ela é simples e natural. É como a água de um rio: quando ela encontra o seu caminho natural, ela corre em harmonia. Assim também o ser humano deve descobrir sempre o seu caminho natural. Com isso ele irá agir sem qualquer violência, mas irá sempre alcançar o objetivo de sua ação.

Aquele que segue o Tao segue a ordem natural das coisas, não olhando a natureza ou julgando as virtudes ou defeitos dos outros. Esse caminho inclui a purificação de si mesmo, através do aniquilamento dos apetites e emoções, em parte realizados pela meditação, controle da respiração e outras formas de disciplina interior, geralmente sobre a direção de um mestre espiritual, que conduz o discípulo ao desapego das dez mil coisas do mundo e a autoconsciência.

Ações tomadas de acordo com o Tao são mais fáceis e mais produtivas. A violência deve ser evitada sempre que possível e as vitórias militares são apenas uma ocasião para lamentar a necessidade de usar a força contra outros seres vivos.
As três virtudes principais são coragem, generosidade e liderança. Para evitar a hipocrisia, Lao Tsé aconselha a "agir sem agir" sendo espontâneo, de acordo com os próprios sentimentos, sem pensar na aprovação dos outros.

O desejo obstrui a habilidade pessoal de entender o Tao, moderar o desejo gera contentamento, pois quando um desejo é satisfeito, outro, mais ambicioso, brota para substitui-lo. Em essência, a vida deve ser apreciada como ela é, em lugar de forçá-la a ser o que não é. Idealmente, não se deve desejar nada, "nem mesmo não desejar".

Ao percebermos que todas as coisas são interdependentes e constantemente redefinidas pela mudança das circunstâncias, passamos a ver todas as coisas como elas são, e a nós mesmos como apenas uma parte do momento presente. Esta compreensão da unidade nos leva a uma apreciação dos fatos da vida e do nosso lugar neles como simples momentos miraculosos que "apenas são".

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Um comentário:

Anônimo disse...

Filosofia perfeita!
Leticia do valle reis (gja/sp)