Filosofia de Confúcio

Confúcio considerava a natureza humana originalmente boa, porém essa disposição natural pode ser corrompida pelas paixões que o homem desenvolver durante sua vida. Para que isso não aconteça é necessário o completo domínio sobre si mesmo, sendo esse o meio essencial para o aperfeiçoamento pessoal.

Levando em consideração os dons naturais de cada um, Confúcio dividia o homem em quatro classes: os homens superiores – aqueles em que o conhecimento dos princípios da sabedoria é inato; aqueles que adquirem esse conhecimento através do estudo; os que possuem pouca inteligência, mas que procuram adquirir o conhecimento e aqueles que não possuem nenhuma inteligência nem o desejo de aprender.
O homem perfeito respeita três coisas: a vontade do céu (princípio de ordem natural); os homens eminentes em virtudes e em dignidade, as máximas dos sábios. O homem vulgar não conhece a lei natural e não a respeita, trata sem respeito os homens eminentes, zomba das máximas dos sabios.
O homem é naturalmente sociável e tem o dever de viver em sociedade, esforçando-se para levá-la a ordem. A harmonia dessa vida social é obtida através do “justo meio”. Atingir esse ideal requer muita perseverança e vigilância, sendo poucos os que conseguem manter-se nesse caminho.
A piedade filial e o respeito aos antepassados são consideradas a fonte de todas as virtudes, dela procede toda a disciplina e toda a instrução:

“Durante a vida de seus pais, o filho deve cumprir os deveres que lhe são devidos, segundo os princípios da razão. Quando morrem, devem enterrá-los segundo as cerimônias prescritas pelos ritos e fazer-lhes em seguida as oferendas igualmente conforme os ritos".[1]

Através da comparação com a piedade filial devem ser concebidos todos os outros deveres, como o dever do caçula com os irmãos mais velhos, a esposa para com o marido, do súdito para com o soberano.
Sobre o Estado Confúcio afirma que o governo é aquilo que é justo, governar é retificar o povo, sendo o governante ideal aquele que cumpre bem os seus deveres e conduz os homens à prática da virtude e à perfeição do espírito de tal maneira que haja uma harmonia perfeita. Se o súdito deve se comparar a um filho o soberano deve ser o pai, assegurando a seu povo a paz, o bem estar e a instrução.
Em suas máximas afirmava que é necessário fazer bem pelo bem e a justiça pela justiça, não fazendo ao outro o que não quer para si mesmo.
É necessário que o homem domine a si mesmo, e controle suas paixões, excluindo de sua vida toda e qualquer preocupação egoísta e mesquinha, como a vaidade e os interesses materiais. É preciso ganhar dinheiro para se viver, mas não viver para ganhar dinheiro.
É necessário que o homem honrado ame seus semelhantes, devendo ser benevolente com todos igualmente, ou seja, uma benevolência universal. O humanismo.
Dois de seus discípulos destacam-se como continuadores do confucionismo:

Mencius (Meng-Tse) viveu em 372 a 289 a.C., um homem de grande espírito político que se empenhou em defender a doutrina de seu mestre contra os filósofos contemporâneos. Acreditava que a manutenção da paz era responsabilidade do soberano e garantir o futuro das crianças fornecendo a elas condições e meios seguros de existência.

Sun-Tse, que viveu entre 330 e 2365 a.C, reivindicou para a Escola de Ju (escola de Confúcio) o título de única possuidora da verdade e única capaz de dar remédio aos males da sociedade.
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[1] Granet, Marcel. A civilização chinesa. 1952.

2 comentários:

Luiz Alberto disse...

Percebe-se que existem muitas semelhanças entre "Confucionismo", "Busdismo" e "O Evanjelho de Nosso Senhor Jesus Cristo".

OSMAEL VITOR disse...

poucos foram e sao exemplo da infinita bondade divina para com os homens sem duvida nobre irmao kun futse foi um deles. alegro-me por seu post