Crenças e práticas do confucionismo II

Culto aos antepassados

Para os chineses o homem é composto de duas almas em cada ser humano. A alma material e uma alma espiritual. Os textos quanto ao destino dessas almas são contraditórios. Alguns afirmam que a alma material é o princípio da vida embrionária e que na morte fica junto ao seu corpo físico, outros falam que viviam em um mundo subterrâneo próprio aos mortos. Quanto a alma espiritual, essa só apareceria depois do nascimento e depois da morte permaneceria no templo dos antepassados enquanto outros textos afirmam que estariam junto ao Governante do Céu.

Acredita-se que o morto pode influenciar a vida das pessoas vivas. Essa influência é proporcional ao poder e destaque que o morto possuía em vida, sendo responsabilidade dos familiares vivos garantirem aos mortos uma vida pós-morte igual a que tinham enquanto vivo. Para tanto, objetos pessoais, vasos com alimentos e flores acompanhavam o cadáver junto a sepultura.
Os familiares devem honrar a memória dos seus antepassados, cultuando-os através da oferta de alimentos, bebidas e animais. Alguns historiadores chegam a mencionar sacrifícios humanos, tanto de servos e escravos que seriam enterrados junto ao morto, quanto a prisioneiros de guerra oferecidos nos rituais de culto aos mortos.

Confúcio em seus ensinamentos, no entanto, nada falava sobre a vida pós-morte alegando que se o homem não conhecia a vida, como poderia ele conhecer a morte. Mencionava em seus ensinamentos o culto e honra aos antepassados segundo os rituais sínicos, e apenas isso.
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