Confucionismo


O confucionismo em sua origem não é uma religião e sim uma doutrina filosófica que visa restabelecer a ordem social e resgatar os valores sínicos. Portanto, a primeira característica dessa doutrina é o tradicionalismo de seus ensinamentos, onde estabelece as normais morais reguladoras do procedimento do indivíduo e de suas relações pessoais e públicas.

O próprio filósofo acentuou seu apego ao passado quando disse:

“Transmito os ensinamentos antigos, nada invento de novo, apego-me à antiguidade com confiança e afeição”.[1]

É uma filosofia positivista. Os preceitos e advertências de Confúcio são fontes preciosas em que se renovam as antigas virtudes da alma chinesa. Cortesia, piedade filial e virtudes como a benevolência, retidão, lealdade e a integridade de caráter são as bases do confucionismo que permaneceu como religião oficial da China desde sua unificação, na dinastia dos Han, até a sua proclamação como República em 1911.

Confúcio compilou, editou e escreveu diversas obras. Sua biografia pode ser encontrada em três livros clássicos, sendo as três últimas elaboradas por seus discípulos:

- Chun-Chiu (Anais das Primaveras e Outonos) – história da China, principalmente sobre o ducado de Lu, sua terra natal;
- Lun Yu (Anacletos) – Coleção de máximas de Confúcio e seus princípios éticos;
- Ta Hsio (grande aprendizado) – ensinamentos sobre a virtude;
- Chung Tung (Doutrina do meio) – ensinamentos sobre a moderação perfeita;
- Meng Tze (Mêncio) – Obra do grande expositor e discípulo de Confúcio.
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[1] Franca, S. J., Leonel. Noções da História da Filosofia. 13ª Edição. Revista Agir, Rio de Janeiro 1952.

Um comentário:

Anônimo disse...

boa