China

Uma parte da história

O homem habita a China desde épocas pré-históricas, no paleolítico e no neolítico, segundo dados arqueológicos.

Muitos historiadores e arqueólogos afirmam existir na China uma “continuidade cultural”, mas não podem afirmar com exatidão se há uma “continuidade racial”, pois na formação do povo chinês houve múltiplas misturas o que explica a existência de diferentes tipos físicos. A maioria dos chineses é considerada como centromongol ou os verdadeiros chineses (agricultores das terras amarelas), porém quando nos dirigimos ao sul da China vamos encontrar diferenças raciais e então são denominados sul-mongóis.

O início da história da China apresenta vários soberanos lendários aos quais são atribuídas determinadas atividades, desde a fabricação de charruas e ensino da agricultura à fabricação de armas. Estes soberanos são sábios ponderados que desempenham a missão de por ordem nas coisas e nos homens.

No decorrer da história, a China foi marcada por diferentes dinastias.

No período feudal que data do século VII a III a.C., o poder real decaí e aparecem vários principados. Inúmeras guerras são travadas entre as dinastias provinciais surgindo uma sociedade feudal cavalheiresca.

Os séculos V, IV e III a.C., são apresentados como um período de anarquia e de grande crise moral. A ordem da sociedade deixa de ser fundamentada sobre as tradições e regras protocolares, prevalecendo o desejo de poder pelo poder.

É nessa crise de valores e caos que surgem os grandes pensadores, políticos e sábios da história da China. Primam pelo restabelecimento da ordem social e de honra as tradições.


“Ora, foi precisamente nessa época trágica que os sábios, os políticos, os filósofos e os pensadores se ergueram, numerosos, esforçando-se por ministrar ao Império os remédios que julgavam eficazes. A solicitude, o labor e o gênio de alguns deles ocasionaram uma floração sem igual no pensamento chinês. Foi a época clássica de nossa filosofia. E seu Mestre foi Confúcio, patriarca dos letrados, fundador da primeira e mais notável de nossas Escolas. Pois todas as Escolas do seu tempo, e as posteriores, foram direta ou indiretamente herdeiras da doutrina e exemplo do Grande Mestre, Pai da filosofia chinesa”[1]


A religião/filosofia da China divide-se em:
- O Sinismo
- O Confucionismo
- O Taoísmo
- O Budismo Chinês



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[1] Besselaar, José Van den. Instrodução aos estudos históricos. Revista da História, nº 20, Ano V – S. Paulo, 1954.

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