Alquimia chinesa

A alquimia chinesa está relacionada com o Taoísmo. As confrarias Taoístas eram formadas pelos ferreiros, detentores das artes mágicas e segredos divinos. A obra mais conhecida da alquimia chinesa foi elaborada por Ko Hung (343-283 a.C.), contendo dois capítulos sobre os elixires de longa vida, baseados em mercúrio e arsênico.

A alquimia pode ser considerada uma evolução da arte arcaica dos mineiros, ferreiros e curandeiros e a relação destes com as substâncias minerais, particularmente no comportamento ritualístico. É considerada como a mãe da química.

Na filosofia/simbologia da alquimia os metais são gerados nas profundezas da Terra, da mesma forma que os fetos crescem no ventre das mulheres. Desta forma, a preparação dos metais a partir dos minerais nas forjas primitivas, que utilizavam o fogo e o vento soprado pelos foles, equivaleria às práticas pelas quais o discípulo deveria passar para atingir a perfeição. A arte alquimista consiste em produzir em suas oficinas o mesmo processo evolutivo que os metais naturalmente passariam - de metais impuros para mais puro e indestrutível, o ouro. Em seus laboratórios realizam a transformação a partir de técnicas que aceleram a purificação dos metais, assim como o homem poderia realizar em si a transformação tornando-se imortal.

Havia, então as técnicas dos minérios e das fundições de bronze, ao lado da medicina arcaica dos "elixires", cuja finalidade última era a obtenção da longevidade. Ambas eram míticas, ritualísticas e mágicas. Os técnico-mágicos se constituíram como artesãos. Possuíam receitas pelas quais extraíam os metais da terra, fabricando ligas e imitando o ouro; assim como preparavam poções que curavam os doentes, conferiam-lhes longevidade e, talvez, imortalidade. Estabeleceu-se desde muito um paralelismo entre o comportamento dos metais e dos homens. Aqueles como estes sofriam doenças, contaminam-se e padecem; com exceção do ouro, que resiste tanto à umidade quanto ao fogo, permanecendo íntegro após centenas de operações. O homem, também, poderia melhorar-se por práticas ascéticas e ingestão de drogas, até atingir a perfeição e a imutabilidade do ouro.

A alquimia chinesa divide-se em duas categorias:

A alquimia externa, ou Vaidan, sempre acompanhou a medicina, a preparação dos elixires, a herbologia e a aplicação externa de métodos para equilibrar, reduzir ou aumentar o ch’i (energia vital), através do uso de compressas de unguentos, magnetização, massagem, moxabustão, nutrição, acupuntura e etc.

A Alquimia interna ou Neidan é chamada de alquimia espiritual e procura métodos para ativação da energia interna que gere o elixir da imortalidade no próprio corpo do alquimista.

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