Tantra

Tantra significa “continuidade”. Suas origens são desconhecidas.

Muitos atribuem a criação do Tantra ao próprio Buda, outros afirmam por diversos fatores, que o tantra possui sua origem no período pré-védico. Vamos encontrar o Tantra difundido e misturado ao hinduísmo Shivaísta, tanto quanto no Budismo Mahayama e Vajrayama.

Os textos sagrados tântricos são muitos, Ãgama é um dos mais conhecidos e seus seguidores o consideram como o “quinto veda”. Existem outros textos que são atribuídos a Buda e outros sem autoria conhecida chamados “Termas” (tesouros), pertencentes a diferentes escolas budistas tibetanas. São manuscritos, que estavam guardados em locais secretos ou na mente dos reveladores.

“(...) Os Termas são ensinamentos que representam uma profunda, autêntica e poderosa forma tântrica do treinamento budista. Centenas de tertons, os descobridores dos tesouros, encontraram milhares de volumes de escrituras e objetos sagrados, escondidos na terra, na água, no céu, nas montanhas, nas rochas e na mente. Praticando estes ensinamentos, muitos dos seus seguidores alcançaram o estado de iluminação completa, o estado búdico (...)”[1]

O Tantra é o reconhecimento do divino em todas as criaturas vivas, em tudo que é vivo. O deus pessoal – Isvara – manifesta-se em tudo a partir de Shakti (poder) que o anima e lhe dá forma. É a deusa-mãe, o feminino primordial em seus diferentes aspectos que são reverenciados e reconhecidos.

Todas as deusas, consortes dos deuses indianos, são manifestações de “Shakti” ou “poder primordial” de seus maridos divinos. Representam a energia que os torna manifestos.
Shakti é a contraparte, o poder primordial de Brahmam. Um não existe sem o outro. Shakti está sempre jogando, cria, preserva e destrói. Quando se encontra inativa, ou não participante então é Brahmam, o absoluto.


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[1] Tulku Thondup Rinpoche, Hidden Teachings of Tibet

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Um comentário:

Dinarte araujo neto disse...

Dom Juan, um arquetípico xamâ tolteca,nas obras de Carlos Castaneda afirmava que a energia sexual é a única energia extra que existe em nós para alcançarmos ou atrairmos a liberdade total, mas acho que somente o molde arquetípico de Cristo nos amplia holisticamente pelo contato com o Centro-Self, reunindo o Shen(coração-mente)num chakra interligado, pelo amor transimanente que nos torna Humanos(Anthropos, sem o perigo dos extremos que ronda aqueles que vão além pelo incognoscível em nós, já que somos cósmicos, e não meros produtos da cultura e da natureza.Unotantra
crístico.blogstop.Transpessoal é diálogo self-a-self.