Ritual de purificação



Purificação dos elementos

A purificação dos elementos que constituem o corpo físico, terra, água, fogo, ar e éter é o requisito básico e preliminar de qualquer prática tântrica.

O sadhaka imagina que o “poder primitivo, Shakti está adormecida em seu interior, enrolada como uma serpente dormente, onde recebe o nome Kundalini. A localização da Kundalini é na base da coluna vertebral, no muladhara (base da raiz). O sadhaka pronuncia os mantras sagrados para despertá-la enquanto controla a respiração através da prática pranayama, tendo como objetivo limpar o caminho, ou canal espiritual, sushuma, que corre pelo interior da coluna vertebral, para que a Kundalini, desperta, possa por ele subir até o alto da cabeça.

Desta maneira, o sadhana visualiza a Kundalini desperta e subindo pelo sushuma, tocando em sua passagem os chacras (vórtices) que são a sede dos elementos constituintes do corpo.

O primeiro chacra é o Muladhara, sede do elemento terra, é representado por um lótus carmesim de quatro pétalas.
O segundo é o Svadhisthana (própria morada), está no nível dos órgãos genitais, é a sede do elemento água e representado por um lótus rubro-escarlate de seis pétalas.
O terceiro localiza-se a altura do umbigo, chama-se Manipura (a cidade pura da jóia brilhante), é a sede do elemento fogo e representado por um lótus azul-escuro de dez pétalas.

Estes primeiros chacras representam os centros a partir dos quais a vida da maioria das pessoas é governada. Enquanto que os centros acima reproduzem um modo superior de experiência.

O quarto, à altura do coração, Anãhata é o chacra no qual a primeira compreensão da divindade é vivenciada. Aqui o “deus” desce para tocar o seu devoto.
É onde se pode ouvir o “som de Brahmam”. O “OM” fundamental da criação que é a própria deusa como som. Esse chacra é representado como um lótus rosáceo de doze pétalas. É a sede do elemento ar.

O quinto e último elemento, o éter, está sediado na região da garganta no chacra Visuddha (completamente purificado) é representado como um lótus roxo fosco de dezesseis pétalas.
Entre as sobrancelhas temos o quinto chacra, Ajnã, é o lótus do comando, branco como a lua, e visto como tendo duas pétalas que brilham através da meditação. Esta é a sede da forma das formas, onde o sadhaka contempla os “céus” de Shakti.
Acima, o último chacra, Sahasrara, é representado como um lótus multicolorido de mil pétalas, no topo da cabeça. Aqui a Shakti após ter passado por cada um dos chacras, fazendo-os florescer na forma de lótus, uni-se a Brahmam. Essa união simultaneamente realiza e dissolve os mundos do som, da forma e da contemplação.



O sadhaka deve imaginar e intencionar a purificação de seu corpo impregnando os chacras de Shakti desperta. Somente um sadhaka perfeito pode despertar, de fato, a Kundalini.
Todos os rituais e métodos praticados no tantrismos visam facilitar a realização da divindade interna.

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