O Budismo


O Budismo nasceu no século VI a.C. através da figura de um príncipe, pertencente a casta do Kshátriyas (nobres e guerreiros), chamado Sidarta Gautama.

Os relatos de sua vida confundem-se com fatos reais e lendas e é impossível separar uma da outra.

Sidarta, o Buda.

Sidarta nasceu da Rainha Maia, que morreu alguns dias após seu nascimento. Foi criado recebendo os mais altos ensinamentos Bramânes e protegido por seu pai das misérias do mundo. Sua família possuía diversos palácios, um para cada estação.

Sidarta era casado com uma jovem princesa e viveu uma vida de luxo até os 29 anos.

Muitos relatos contam que apesar de Sidarta possuir tudo que qualquer pessoa almejava em uma vida, sentia-se triste, incomodado com alguma coisa que não conseguia explicar.

Aos 29 anos resolveu sair do Palácio e ver como era a vida fora dos portões de sua fortaleza. Assim surge a “lenda dos quatro encontros”.

O primeiro encontro foi com um ancião, percebendo a vaidade de sua juventude. O segundo encontro com um doente e percebendo que sua saúde também era passageira. No terceiro encontrou a morte e entendeu que o destino de todos os homens seguia essa mesma direção. Por fim encontrou um monge, com feições calmas e felizes.

Decidiu então seguir a vida do monge renunciando a todo luxo e partindo em busca de uma verdade maior e de paz para seu coração.

Reuniu-se a um grupo de cinco ascetas tornando-se um deles, infringindo a si mesmo as mais austeras macerações, vivendo praticamente sem alimento.

Após sete anos de austeridades percebeu então que todas as formas de abstenção a que tinha se colocado não o conduziriam nem à verdade e nem à salvação. Banha-se e come, sendo por esses atos, abandonado pelos ascetas.

Com 36 anos mergulha na meditação, sentado sob uma figueira (mais tarde conhecida como árvore da sabedoria) e na luz de uma lua cheia no mês de maio (que vem dar origem ao festival de Wesak) Sidarta alcança a iluminação e a verdade lhe é revelada, tornando-se então “O Buda”, “O Iluminado”.

Segundo a lenda, antes de conseguir se tornar Buda teve que enfrentar as provocações e a fúria de um demônio chamado Mara (representação de todas as coisas mundanas).

Após as revelações permanece por quatro semanas na mesma posição, sob a árvore da sabedoria gozando sua libertação e felicidade.

Uma tempestade cai durante sete dias e Sidarta, agora o Buda, é envolvido sete vezes pelos anéis de uma serpente que o protege conservando assim a paz em seu coração.
Assumindo a serpente a forma de um jovem, Buda pronuncia suas primeiras palavras, conhecidas como “beatitudes búdicas”:

“Bem aventurado a solidão do feliz que conhece e vê a verdade; bem aventurado aquele que se mantém firme em sua vida, que não faz mal a nenhum ser; bem aventurado aquele por quem toda a paixão e todo o desejo tiveram fim; vencer a obstinação do eu é realmente a suprema beatitude.”

Buda resolve revelar as verdades que alcançou e resolve fazê-lo primeiramente aos seus antigos parceiros de ascetismo que estão em Benarés. Buda conta a eles o que vivenciara e pronuncia o famoso “Sermão de Benarés”, resumindo o que se torna a base de todo o budismo, as “Quatro nobres verdades”. Convertendo os ascetas em seus primeiros discípulos.

A partir de então se dedicou a difundir a verdade e converter a todos que encontrava pelo caminho. Em suas verdades não havia distinção entre castas, raças, homens ou mulheres.
Todos podem alcançar a iluminação através das nobres verdades e do “Sendero Óctuplo”.

Buda viveu até os 80 anos, quando já envelhecido e fraco decide entrar para o nirvana. Deitou-se sob duas árvores gêmeas que se encheram de flores milagrosamente e morre após pronunciar as palavras “lutai sem descanso” para seus discípulos.
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2 comentários:

SuSu Oliveira disse...

Adoro a história e as estórias de Sidarta. Obrigada Bruxinha.
(teamobeijogrande)

Anônimo disse...

bela historia tem provas disto
valeu
mesmo