Filosofia Samkya

Enquanto realidade física nossas percepções estão contidas e reduzidas as gunas. Todas essas percepções são consideradas como reais, mas não representam o verdadeiro conhecimento. Não ter acesso a este conhecimento nos torna prisioneiros de dukhatraya, o triplo infortúnio existencial. Sempre estamos infelizes com nós mesmos, com os seres vivos que nos rodeiam e com as forças da natureza.

As qualidades das gunas são transitórias no que diz respeito às inúmeras variações que podem assumir (diferentes níveis de percepção da realidade), mas permanentes em seu contínuo fluir. Na esfera individual podemos cessar o movimento das gunas ao conduzirmos nossa mente ao estado de silêncio absoluto.

A mente está em constante agitação, transfigurando-se continuamente nas formas e cores de tudo que percebe. Assim, a mente é uma onda contínua, e por si mesma jamais ficaria parada ou em silêncio a ponto de conseguir refletir o homem interior, ou o observador.

Para que isso aconteça é necessário reter as impressões sensoriais vindas do exterior bem como os impulsos internos que são as recordações, pressões emocionais e as incitações da imaginação.

O homem interno, o observador, é eternamente livre. O homem comum não consegue compreender essa liberdade devido ao estado turbulento, ignorante e defensivo de sua mente.

O verdadeiro conhecimento pode ser obtido somente quando a mente for levada a sua condição de repouso, nesse momento é possível perceber o homem interior, a mônoda vital – Purusha. É preciso estar consciente de que não importa o que aconteça, nada afeta ou macula a mônada que apenas observa a tudo esperando ser reconhecida.



.

Nenhum comentário: