Vedismo II

Deuses védicos:

*Surya - Deus do sol;
*Ushas - A aurora,
*Visnú - Outro deus solar que ganha importância maior no Bamanismo e Hinduísmo.
*Rudra – Deus da tempestade, que dominará no Hinduísmo com o nome de Shiva.
Todos esses deuses são venerados e invocados. O sacrifício possui um lugar proeminente no culto védico. O mais simples compõe-se de alimentos como leite e é oferecido em casa pelo chefe da família. O mais solene é o sacrifício do cavalo de batalhas dos reis. Famosa é a libação do “Soma”, bebida embriagante feita de uma planta chamada asclepias acida. Por ocasião dos sacrifícios ardiam três fogos:

*O fogo do dono da casa, que lembra o fogo purificador do lar;
*O fogo do sacrifício para os deuses;
*O fogo do sul para proteção contra os espíritos malignos.

Sacrifica-se pela manhã e pela tarde, por ocasião da lua cheia e da lua nova, no início da estação das chuvas, no interior e exterior das casas. O sacrifício foi elevado pelos teóricos sacerdotais ao ponto de constituir o sentido próprio e único do mundo.
A incineração dos cadáveres fazia parte dos ritos funerários. Agni era o intermediário entre a vida presente e a vida futura. O destino dos mortos é obscuro, ora aparecem como unidos às águas e às plantas, ora como vivendo no reino de Yama, apresentado nos Vedas como o deus dos mortos, o senhor dos infernos.

Um dos aspectos mais interessantes da mitologia da Índia é o seu conceito cíclico da criação, a crença numa forma constante, um modelo ideológico do Universo fechado, no qual a criação e a morte do Universo se sucedem indefinidamente durante eras que duram milhares de séculos, não movidas pela física celeste, mas sujeitas à respiração de um deus, de Visnú, que no seu sonho e a sua vigília, cria e destrói nosso mundo. Ao princípio de cada uma dessas eras, em cada um dos ciclos, vem à Terra para dar as mesmas oportunidades às novas humanidades às quais dá vida.

O Rig Veda, com mais de 1.000 hinos e 10.000 estrofes, nos fala de um Universo composto por duas partes: Sat e Asat.

Sat é o mundo existente, a parte destinada às divindades e à humanidade; Asat, o mundo não existente, é o território da escuridão.

Em Sat está a luz, o calor e a água; em Asat só há noite.

O Sat está composto por três esferas: a superior do firmamento, o ar que está sobre as nossas cabeças e o solo do planeta onde vivemos.

Os três deuses encarregados de velar pelo Sat desde o momento da sua criação são Dyaus, Indra e Varuma.

Dyaus está a cargo da primeira esfera cósmica, a concavidade do firmamento, o Céu Pai é o esposo do fecundador de Prtivi Matr, a Terra Mãe, é o espírito benfeitor supremo do dia e da luz.

Indra está encarregado da segunda esfera cósmica, do ar da atmosfera e de tudo que a contém; libertou as águas e construiu o mundo.

Varuma encarrega-se da terceira esfera, da qual a ordem cósmica estabelecida rege na terra. É o deus que está em todos os lados e também o chefe dos adityas, os filhos de Aditi, a deusa virgem do ar. Varuma cuida do rito da verdade divina, e o faz zelosamente da Terra e da Lua, isto é, mantém-se vigilante no dia e na noite, ajudado na sua constante missão pelas estrelas como zelador que é da ordem sagrada no Universo visível, do Sat, embora o deus solar Mitra siga substituindo-o nas tarefas diurnas, de um modo auxiliar. Varuma é o deus sábio que conhece tudo o que já aconteceu e tudo o que tem de suceder. Da sua garganta brotam as águas das sete fontes do céu, de onde vêm à terra para formar os grandes rios do planeta.
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Um comentário:

Tha-is disse...

Rudra/Shiva! Ahhhh...isso explica muitas preferências. ;P