Outras divindades védicas

Entre os aditya estavam também Mitra, Baga, Amsa, Daksa e Aryaman, junto de Indra e Varuma, formando o septeto básico; também se costumava pôr um oitavo aditya, o errante Martanda, que, com o seu contínuo andar pelo céu, era simplesmente uma divindade astral, o Sol, Surya, desposado com a deusa da Aurora, Uchas, uma deusa bondosa e benfeitora.
A serviço dos adityas estavam os cavaleiros ou Asvins, divindades menores que tinham os seus domínios na escuridão de cada noite, dispensadores do orvalho no seu correr celestial e outorgadores de bens espirituais e corporais.

Os centauros Gandharva vigiavam o sumo sagrado do Soma, que era, além disso, outro deus de importância nas cerimônias sagradas. Estes centauros Gandharva eram também divindades tutelares das almas emigrantes na metempsicose e estavam unidos às mais belas divindades, as perturbadoras Apsara, ninfas da água e concubinas dos deuses maiores. Um Gandharva, Visvavat, foi o pai do primeiro mortal. Visvavat era casado com Saranya, a filha do ferreiro dos deuses, Tvachtar e deste casamento nasceram Yama e a sua irmã gêmea, e esposa, Yami.
Os Gandharva ainda se ocupavam da escolta do deva Kama, deus do amor e esposo de Rati, deusa da paixão amorosa.



Os Marut, os deuses dos ventos, filhos do deus Rudra e da deusa Prasni, tinham grande poder, tanto dos temporais devastadores que vinham das montanhas, como dos ventos carregados de água benéfica que apareciam na época das chuvas. Mas os Marut não estavam sozinhos no reino dos ares, pois o deus Savitar era quem fazia com que se levantasse o vento, se pusessem em movimento os raios do sol e fluíssem as águas dos rios, porque ele próprio era o movimento e até o próprio Sol, embora então tomasse o nome de Surya.

O deva Puchan, armado com uma lança de ouro, encarregava-se de unir o destino dos seres vivos e de cuidar deles em todo o necessário para o seu sustento, assim como de guiá-los nas suas viagens pelo melhor caminho.Porém, o culto mais popular, o que atraía os mais abundantes sacrifícios dos fiéis, foi Agni, o deus vermelho do fogo, de sete braços e três pernas, o que estava em todos os lugares onde se fizesse fogo.

Agni era filho da união entre o Céu e a Terra e, posteriormente, da união entre o Céu e Brama. Agni estava casado com Svaha, que o fez pai de três filhos: Pavaka, Pavamana e Suc.

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